Impulsionadas por uma safra recorde, as exportações de café verde do Brasil atingiram 235,8 mil toneladas em setembro, o maior volume em 20 meses, faturando US$ 1,29 bilhão. No mesmo período, a soja gerou US$ 3,47 bilhões com embarques estáveis de 7,36 milhões de toneladas. Em contrapartida, as vendas externas de milho caíram mais de 30% devido à forte demanda interna, e as de carne bovina despencaram 38%, afetadas pelo fim de cotas tarifárias na China e por suspensões regulatórias da União Europeia.
A exportação de café verde do Brasil em setembro somou 235,8 mil toneladas, ou 3,93 milhões de sacas de 60 kg, marcando o maior volume de embarques do país em 20 meses, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), publicados nesta terça-feira.
As vendas externas do Brasil no mês passado saltaram 20,4% em relação ao mesmo período de 2025, com o Brasil escoando volumes de uma safra estimada em um recorde.
Em setembro, com a colheita já finalizada após chuvas atípicas de inverno atrasarem os trabalhos, os exportadores já puderam contar com grãos da nova safra.
As exportações de café renderam ao país US$1,29 bilhão em setembro, aumento de 8,7% no comparativo anual, com os maiores volumes mais do que compensando uma queda de 9,8% no preço médio, segundo dados da Secex.
Em termos de divisas, o café só fica atrás da soja nas exportações agropecuárias de produtos in natura.
A soja, apesar de setembro já não ser um mês de pico de exportação, gerou divisas de US$3,47 bilhões, aumento de 11,9% na comparação anual. Já os embarques da oleaginosa ficaram praticamente estáveis no mês passado, a 7,36 milhões de toneladas.
O milho, por outro lado, registrou recuo de embarques de mais de 30% em setembro, para 5,2 milhões de toneladas, com o mercado interno demandando cada vez mais devido à expansão da indústria de etanol e também pela maior competitividade das exportações argentinas.
Já a exportações de carne bovina in natura do Brasil, maior exportador mundial, despencaram 38% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 195,2 mil toneladas, principalmente por conta do fim da cota da China com tarifa menor.
Além disso, desde o início de setembro as vendas para a União Europeia ficaram suspensas após o Brasil ficar fora de uma lista de países habilitados a exportar, devido a exigências da UE sobre antimicrobianos.