Pedro Parente diz que saiu de jantar com Flávio Bolsonaro com impressão pior do que entrou

Ex-ministro escreve carta em resposta a artigo em que João Moreira Salles critica a legitimidade que empresários e executivos dão à candidatura de Flávio Bolsonaro, ao comparecer em jantar com candidato

3 out 2026 - 19h40
Resumo
Em resposta a críticas sobre sua presença em um jantar com Flávio Bolsonaro, o ex-ministro Pedro Parente afirmou que saiu do encontro com uma impressão ainda pior sobre o candidato e garantiu que não votará nele. Parente justificou sua ida como uma oportunidade de ouvir um potencial presidente, negando qualquer apoio político ou pedido de ajuda à campanha. A manifestação rebateu um artigo de João Moreira Salles na revista Piauí, que criticava a presença de empresários no evento.

Ex-ministro da gestão Fernando Henrique Cardoso e ex-presidente de grandes empresas brasileiras, Pedro Parente publicou uma carta neste sábado, 3, na qual diz que foi a um jantar com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) do qual saiu com a impressão pior do que entrou. "Entrei com uma opinião e saí com uma opinião pior", escreveu Parente, na carta postada no LinkedIn. "Não votarei nele."

O texto foi publicado como resposta ao artigo "O que esses brasileiros sabem", assinado pelo cineasta João Moreira Salles na revista Piauí, no qual são citados nominalmente executivos e empresários de peso que participaram de jantar com o candidato.

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Em tom crítico, Moreira Salles escreve que essas lideranças sabem o que Flávio representa - o oposto de um estado de direito - mas não se importaram em dar legitimidade à sua candidatura.

Pedro Parente publicou carta dizendo que não votará em Flávio Bolsonaro
Pedro Parente publicou carta dizendo que não votará em Flávio Bolsonaro
Foto: Andre Dusek/Estadão / Estadão

"Não tenho nada a esconder", escreve Parente. "Fui convidado ao jantar de 27 de agosto e aceitei. Havia imprensa na entrada e na saída e a lista dos presentes foi publicada. Aceitei de caso pensado. Como brasileiro preocupado com o futuro do País, eu tinha ali a oportunidade rara de ouvir de perto, numa mesa de cerca de quinze pessoas, alguém que pode ser eleito presidente da República."

Ex-presidente da Petrobras, da Bunge e da BRF e ex-ministro da Casa Civil, de Minas e Energia e do Planejamento, Parente continua o raciocínio dizendo que a conversa começou com a "declaração explícita de que aquilo não era apoio nem pedido de ajuda para a campanha".

Apesar de dizer que respeita Moreira Salles e a Piauí, Parente afirma que, se tivessem perguntado ou lido os artigos que publica a cada quatro semanas em O Globo, saberiam que a posição dele não era de apoio a Flávio Bolsonaro.

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