Em resposta a críticas sobre sua presença em um jantar com Flávio Bolsonaro, o ex-ministro Pedro Parente afirmou que saiu do encontro com uma impressão ainda pior sobre o candidato e garantiu que não votará nele. Parente justificou sua ida como uma oportunidade de ouvir um potencial presidente, negando qualquer apoio político ou pedido de ajuda à campanha. A manifestação rebateu um artigo de João Moreira Salles na revista Piauí, que criticava a presença de empresários no evento.
Ex-ministro da gestão Fernando Henrique Cardoso e ex-presidente de grandes empresas brasileiras, Pedro Parente publicou uma carta neste sábado, 3, na qual diz que foi a um jantar com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) do qual saiu com a impressão pior do que entrou. "Entrei com uma opinião e saí com uma opinião pior", escreveu Parente, na carta postada no LinkedIn. "Não votarei nele."
O texto foi publicado como resposta ao artigo "O que esses brasileiros sabem", assinado pelo cineasta João Moreira Salles na revista Piauí, no qual são citados nominalmente executivos e empresários de peso que participaram de jantar com o candidato.
Em tom crítico, Moreira Salles escreve que essas lideranças sabem o que Flávio representa - o oposto de um estado de direito - mas não se importaram em dar legitimidade à sua candidatura.
"Não tenho nada a esconder", escreve Parente. "Fui convidado ao jantar de 27 de agosto e aceitei. Havia imprensa na entrada e na saída e a lista dos presentes foi publicada. Aceitei de caso pensado. Como brasileiro preocupado com o futuro do País, eu tinha ali a oportunidade rara de ouvir de perto, numa mesa de cerca de quinze pessoas, alguém que pode ser eleito presidente da República."
Ex-presidente da Petrobras, da Bunge e da BRF e ex-ministro da Casa Civil, de Minas e Energia e do Planejamento, Parente continua o raciocínio dizendo que a conversa começou com a "declaração explícita de que aquilo não era apoio nem pedido de ajuda para a campanha".
Apesar de dizer que respeita Moreira Salles e a Piauí, Parente afirma que, se tivessem perguntado ou lido os artigos que publica a cada quatro semanas em O Globo, saberiam que a posição dele não era de apoio a Flávio Bolsonaro.