A Polícia Federal afirmou, entre os argumentos para a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, que ele teria ocultado R$ 2,2 bilhões em uma conta registrada em nome de seu pai, Henrique Vorcaro, na corretora Reag. A empresa também é investigada sob suspeita de participação em operações de lavagem de dinheiro.
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Segundo a PF, a movimentação reforçaria o risco de ocultação de patrimônio e justificaria a manutenção da prisão. Os investigadores sustentam que os valores teriam sido mantidos fora do alcance das autoridades mesmo após o banqueiro ter sido alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero.
Henrique Vorcaro apresentou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) após ter conhecimento da informação. No documento, ele afirma "desconhecer inteiramente a existência dessa conta". Seus representantes levantam a hipótese de que a abertura possa ter ocorrido por terceiros, sem que ele fosse informado.
A defesa de Daniel Vorcaro declarou que o banqueiro colaborou "de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça".
Segundo a PF, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pode ter de pagar mais de R$ 50 bilhões para cobrir prejuízos do banco junto a credores. Para os investigadores, o fato de Vorcaro supostamente manter recursos escondidos enquanto o sistema financeiro absorve perdas reforça o argumento pela prisão.
"Enquanto o Fundo Garantidor de Crédito sangrava para cobrir o rombo bilionário deixado pelo Banco MASTER no mercado financeiro, montante que alcança quase 40 bilhões de reais, DANIEL VORCARO ocultava de seus credores e vítimas mais de 2 bilhões de reais junto a empresa conhecida por lavar dinheiro das mais perigosas organizações criminosas do Brasil, conduta ilícita que se perpetuou mesmo após ter sido posto em liberdade", diz a investigação.
*Com informações do Estadão