Dono do Banco Master escondeu R$ 2,2 bi em conta de seu pai, segundo PF

Defesa de Henrique Vorcaro nega irregularidades e diz que ele colaborou com as apurações

4 mar 2026 - 17h00
(atualizado às 17h28)
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

A Polícia Federal afirmou, entre os argumentos para a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, que ele teria ocultado R$ 2,2 bilhões em uma conta registrada em nome de seu pai, Henrique Vorcaro, na corretora Reag. A empresa também é investigada sob suspeita de participação em operações de lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, a movimentação reforçaria o risco de ocultação de patrimônio e justificaria a manutenção da prisão. Os investigadores sustentam que os valores teriam sido mantidos fora do alcance das autoridades mesmo após o banqueiro ter sido alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero.

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Henrique Vorcaro apresentou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) após ter conhecimento da informação. No documento, ele afirma "desconhecer inteiramente a existência dessa conta". Seus representantes levantam a hipótese de que a abertura possa ter ocorrido por terceiros, sem que ele fosse informado.

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A defesa de Daniel Vorcaro declarou que o banqueiro colaborou "de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça". 

Segundo a PF, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pode ter de pagar mais de R$ 50 bilhões para cobrir prejuízos do banco junto a credores. Para os investigadores, o fato de Vorcaro supostamente manter recursos escondidos enquanto o sistema financeiro absorve perdas reforça o argumento pela prisão.

"Enquanto o Fundo Garantidor de Crédito sangrava para cobrir o rombo bilionário deixado pelo Banco MASTER no mercado financeiro, montante que alcança quase 40 bilhões de reais, DANIEL VORCARO ocultava de seus credores e vítimas mais de 2 bilhões de reais junto a empresa conhecida por lavar dinheiro das mais perigosas organizações criminosas do Brasil, conduta ilícita que se perpetuou mesmo após ter sido posto em liberdade", diz a investigação.

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*Com informações do Estadão

Fonte: Portal Terra
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