O dólar emplacou nesta terça-feira a quarta sessão consecutiva de queda ante o real, encerrando abaixo dos R$5,40, em um dia no geral positivo para os ativos brasileiros e de menor preocupação com a situação da Venezuela.
A moeda norte-americana à vista fechou o dia em baixa de 0,43%, aos R$5,3819, acumulando um recuo de 3,50% nas últimas quatro sessões.
Às 17h03, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,60% na B3, aos R$5,4155.
Na segunda-feira, o dólar chegou a ser impulsionado ante o real pelo ataque dos Estados Unidos à Venezuela, em meio a preocupações quanto aos desdobramentos econômicos da operação que prendeu o líder venezuelano Nicolás Maduro. Mas na mesma sessão a divisa já virou para o negativo ante o real, com os temores sobre o ataque diminuindo.
Nesta terça-feira, após chegar a exibir leves altas no início do dia, o dólar se firmou em baixa no fim da manhã, replicando o movimento da véspera.
"Depois do ataque dos EUA (à Venezuela), eu imaginava uma aversão a risco entre as moedas da América do Sul, com investidores saindo de divisas como o real", pontuou durante a tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, acrescentando que aparentemente o mercado absorveu a ação norte-americana.
Após marcar a cotação máxima do dia de R$5,4185 (+0,25%) às 9h31, ainda na primeira hora de negócios, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,3633 (-0,77%) às 11h51. Em paralelo, o Ibovespa subia mais de 1%.
No exterior, o dólar sustentava durante a tarde ganhos ante as divisas fortes, mas tinha sinais mistos em relação a moedas de emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano. Às 17h07 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,18%, a 98,565.
Para o restante da semana, a expectativa gira em torno da divulgação de dados de inflação no Brasil, na sexta-feira, e de números do mercado de trabalho norte-americano, na quarta e na quinta-feira.
Durante a tarde desta terça-feira, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que o Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de US$68,293 bilhões na balança comercial, terceiro melhor resultado anual já registrado, com recorde de exportações e crescimento mais forte de importações. A projeção do MDIC para a balança comercial em 2026 é de superávit de US$70 bilhões a US$90 bilhões.
No fim da manhã o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.