O dólar opera em alta frente ao real nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,04, refletindo a aversão ao risco no exterior diante de tensões no Oriente Médio e alta do petróleo. No Brasil, o mercado opera em cautela à espera de nova pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula, com investidores atentos ao aperto na diferença das intenções de voto e aos reflexos no controle das contas públicas.
O dólar iniciou esta quinta-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior, em uma sessão até o momento de maior aversão a ativos de risco, enquanto no Brasil os investidores aguardam a divulgação de nova pesquisa do Datafolha sobre a eleição presidencial.
Às 9h33, o dólar à vista subia 0,34%, a R$5,0444 na venda.
O dólar futuro para novembro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta de 0,36%, aos R$5,0444.
A manhã desta quinta-feira é de queda dos principais índices de ações na Europa, avanço do petróleo Brent para perto dos US$112 o barril e alta do dólar ante boa parte das demais divisas, em um contexto de preocupações com o setor de inteligência artificial e de continuidade dos conflitos no Oriente Médio.
No Brasil, o dólar iniciou a sessão em alta, acompanhando o viés vindo do exterior, mas com os agentes também cautelosos na reta final da campanha eleitoral. No início da noite desta quinta-feira, o Datafolha divulgará sua nova pesquisa eleitoral.
Nos levantamentos mais recentes de outros institutos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) segue à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto, mas a diferença entre os dois parece estar diminuindo. Na quarta-feira, a Quaest indicou uma diferença de 1 ponto percentual nas intenções de voto, com os dois empatados tecnicamente.
A leitura de boa parte dos agentes ainda é de que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas -- mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.
Na campanha, após Lula decidir abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desafiando Flávio a fazer o mesmo, o senador colocou várias condições para isso.
Flávio exigiu que Lula também levante os sigilos telefônicos e telemáticos de assessores, auxiliares e seguranças, incluindo seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Em resposta, a campanha de Lula aceitou.
Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 75.000 contratos para 3 de novembro.
O dólar à vista encerrou a sessão de quarta-feira com alta de 0,18%, aos R$5,0272.
(Edição de Isabel Versiani e Eduardo Simões)