O dólar operava em alta nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,42, impulsionado pela disputa técnica pela formação da taxa Ptax de fim de mês e pela cautela do mercado após a reeleição de Lula. Investidores monitoram a política fiscal e as indicações ministeriais para o próximo governo, além de dados econômicos como o desemprego de 5,2%. No cenário internacional, a moeda norte-americana apresentava comportamento misto, registrando ganhos frente a alguns pares emergentes e recuo ante divisas fortes.
O dólar avançava nesta manhã de sexta-feira no Brasil, em dia de disputa pela formação da taxa Ptax de fim de mês, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia leves ganhos ante algumas moedas pares do real.
Com o resultado da eleição presidencial ainda pesando nos negócios, às 9h43 o dólar à vista subia 0,66%, a R$5,4231 na venda.
O dólar futuro para novembro tinha alta de 0,71%, aos R$5,4250.
Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
Em função da disputa, é comum haver maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de coleta de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e 13h.
Além do fator técnico, o mercado segue sensível aos desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo, que surpreendeu o mercado e provocou a escalada das cotações ao longo da semana.
Ao mesmo tempo em que aguardam indicações sobre quem ocupará em 2027 as principais pastas, como o Ministério da Fazenda, os investidores esperam por detalhes sobre como será a política fiscal no novo governo. A necessidade de ajuste nas contas públicas é um tema recorrente no mercado.
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, em linha com o projetado por economistas consultados pela Reuters.
No exterior, o dólar sustentava nesta manhã leves ganhos ante moedas pares do real como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. No entanto, a moeda norte-americana cedia ante boa parte das demais divisas, incluindo o iene e a libra.
Às 9h39, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- cedia 0,14%, a 101,740.