Dólar mostra estabilidade no Brasil em sessão sem direção única no exterior

16 set 2026 - 09h23
(atualizado às 10h28)
Resumo
O dólar operava perto da estabilidade nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,1585, enquanto o mercado aguarda as decisões de juros do Copom e do Federal Reserve. No cenário local, o IBC-Br recuou 0,2% em julho, reforçando a desaceleração econômica e a expectativa de corte na Selic. A perspectiva de redução no diferencial de juros entre Brasil e EUA favorece a moeda norte-americana, mas analistas apontam que o movimento já foi precificado, mantendo as cotações estáveis em linha com o exterior.

O dólar ‌tinha variações modestas nesta manhã de quarta-feira frente ao real, após dados do Banco Central indicarem retração da atividade econômica em julho e com investidores à espera de decisões de juros nos EUA e no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana tinha sinais ⁠mistos ante as demais divisas.

Às 10h17, o dólar à vista subia 0,08%, a R$5,1585 ‌na venda.

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Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha elevação de 0,12%, ‌aos R$5,1775.

O Banco Central informou mais cedo ‌que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,2% em julho ⁠ante junho, conforme a série com ajuste sazonal.

O resultado, pior que a retração 0,1% projetada por economistas consultados pela Reuters, juntou-se a uma série de números mais recentes que sugerem perda de força da atividade econômica -- o que favorece novos cortes da taxa básica Selic, ‌hoje em 14%. Na noite desta quarta-feira, o Comitê de Política ‌Monetária (Copom) do Banco Central ⁠vai anunciar sua ⁠decisão sobre a Selic.

Antes disso, os investidores estarão atentos aos EUA, onde o ⁠Federal Reserve (Fed) divulgará às 15h ‌sua decisão sobre a taxa ‌de juros, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%.

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O possível corte de 25 pontos-base da Selic, somado a um aumento de 25 pontos-base da taxa norte-americana, representará uma redução no diferencial ⁠de juros entre Brasil e EUA, o que em tese traz um viés de alta para o dólar ante o real.

Nos últimos dias, porém, profissionais ouvidos pela Reuters têm avaliado que essa perspectiva já está em grande parte ‌incorporada aos preços do dólar, o que reduz eventual pressão de alta nas cotações.

No exterior, o dólar tinha variações modestas e sinais ⁠mistos nesta manhã ante alguns pares do real, como o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. Já o petróleo Brent cedia, mas ainda assim se mantinha em nível elevado, acima dos US$107 o barril.

Às 10h19, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,04%, a 99,721.

Às 11h30, o Banco Central do Brasil realiza seu leilão regular de rolagem, com oferta de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para 1º de outubro.

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O dólar à vista encerrou a sessão de terça-feira com alta de 0,10%, aos R$5,1543.

(Edição de Camila Moreira e Isabel Versiani)

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