Dólar fecha abaixo dos R$5,25 após Trump citar negociações entre EUA e Irã

Trump afirmou nesta segunda que deu instruções para adiar quaisquer ataques militares contra usinas de energia iranianas por cinco ‌dias

23 mar 2026 - 17h15
(atualizado às 17h59)
O dólar à vista fechou a sessão com baixa ⁠de 1,33%, aos R$5,24
O dólar à vista fechou a sessão com baixa ⁠de 1,33%, aos R$5,24
Foto: Reuters

O dólar fechou a ‌segunda-feira com queda firme no Brasil, voltando a patamar abaixo dos R$5,25, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar ataques contra usinas de energia do Irã e citar negociações "produtivas" com o país, o que foi negado por Teerã.

O dólar à vista fechou a sessão com baixa ⁠de 1,33%, aos R$5,2418, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ‌ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano.

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Com o movimento, o dólar devolveu parte da alta da sessão anterior, ‌na sexta-feira, quando saltou 1,84% frente ao ‌real em meio a temores relacionados à guerra no Oriente Médio. ⁠No ano, a divisa dos EUA passou a acumular agora baixa de 4,50%.

Às 17h21, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,95% na B3, aos R$5,2460.

Trump afirmou nesta segunda-feira que deu instruções para adiar quaisquer ataques militares contra usinas de energia iranianas por cinco ‌dias, além de citar conversas "muito boas e produtivas" entre os países.

Durante o ‌dia, ele reforçou a possibilidade ⁠de um acordo. "Com ⁠o Irã, estamos negociando há muito tempo e, desta vez, eles estão falando sério", ⁠disse.

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Ainda que Teerã tenha desmentido a ‌informação de que mantém ‌conversas com os EUA, a possibilidade de um desfecho para a guerra no Oriente Médio disparou a busca global por ativos de risco.

O barril do petróleo tipo Brent cedeu abaixo dos US$100 e os ⁠índices de ações tiveram ganhos nos EUA e no Brasil. Nos mercados de moedas, o dólar sustentou baixas ante a maior parte das demais divisas, incluindo o real.

"Trata-se de um movimento que deve diminuir os temores em relação ao prolongamento do conflito ‌e traz algum sinal, ainda que inicial, de possível conciliação entre os dois países", disse pela manhã Lucca Bezzon, analista de inteligência de ⁠mercado da Stonex, ao avaliar o recuo do dólar no Brasil.

Após atingir a cotação máxima intradia de R$5,3142 (+0,03%) às 9h10, pouco depois da abertura, o dólar à vista cedeu à mínima de R$5,2152 (-1,83%) às 12h08. À tarde, a moeda norte-americana mostrou alguma recuperação.

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No meio da manhã, o Banco Central vendeu US$1,8 bilhão em leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) para rolagem do vencimento de 2 de abril. No fim da manhã, o BC negociou 60.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.

No exterior, às 17h21 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,42%, a 99,127.

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