Dólar fecha em queda no Brasil em linha com fraqueza da moeda no exterior

27 abr 2026 - 17h11
(atualizado às 17h25)

O dólar ‌fechou a segunda-feira em queda no Brasil, após uma sessão de fraqueza da moeda americana e avanço do petróleo no exterior, enquanto os investidores aguardam decisões de política monetária e monitoram os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

O dólar ⁠à vista fechou em baixa de 0,34%, aos R$4,9827.

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Às 17h03, ‌o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,19% na B3, aos R$4,9860.

O ‌início da semana foi marcado por ‌perdas na divisa americana ante diversas moedas diante da ⁠falta de avanço nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã e a consequente manutenção do bloqueio do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente ‌a uma cesta de seis divisas -- caía 0,15%, a 98,495.

Esse ‌cenário fez os ⁠preços do petróleo ⁠operarem em alta, com os contratos futuros do Brent fechando com ⁠avanço de 2,75%, a ‌US$108,23 por barril.

"O petróleo ‌subiu hoje, o que é benéfico para países exportadores, como o Brasil, já que leva a um fluxo maior de moeda para esses países. Vimos o DXY perdendo ⁠valor frente aos pares hoje por conta disso", disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.

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As perdas do dólar no Brasil, contudo, foram limitadas, com agentes mantendo a cautela antes da ‌agenda econômica da semana, que trará dados do IPCA-15 na terça-feira e decisões do Comitê de Política Monetária do Banco ⁠Central (Copom) e do Federal Reserve na quarta-feira.

Pesquisa Focus mostrou que analistas consultados pelo Banco Central mantiveram a perspectiva de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião desta semana, em linha com pesquisa da Reuters.

Já para o Fed, a expectativa majoritária do mercado é de manutenção nos níveis atuais dos juros, entre 3,50% e 3,75% ao ano. Também divulgam decisões de juros nesta semana o Banco Central Europeu, Banco do Japão e Banco da Inglaterra, que também devem manter suas taxas inalteradas.

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