O dólar fechou a segunda-feira em queda no Brasil, após uma sessão de fraqueza da moeda americana e avanço do petróleo no exterior, enquanto os investidores aguardam decisões de política monetária e monitoram os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,34%, aos R$4,9827.
Às 17h03, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,19% na B3, aos R$4,9860.
O início da semana foi marcado por perdas na divisa americana ante diversas moedas diante da falta de avanço nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã e a consequente manutenção do bloqueio do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,15%, a 98,495.
Esse cenário fez os preços do petróleo operarem em alta, com os contratos futuros do Brent fechando com avanço de 2,75%, a US$108,23 por barril.
"O petróleo subiu hoje, o que é benéfico para países exportadores, como o Brasil, já que leva a um fluxo maior de moeda para esses países. Vimos o DXY perdendo valor frente aos pares hoje por conta disso", disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.
As perdas do dólar no Brasil, contudo, foram limitadas, com agentes mantendo a cautela antes da agenda econômica da semana, que trará dados do IPCA-15 na terça-feira e decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Federal Reserve na quarta-feira.
Pesquisa Focus mostrou que analistas consultados pelo Banco Central mantiveram a perspectiva de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião desta semana, em linha com pesquisa da Reuters.
Já para o Fed, a expectativa majoritária do mercado é de manutenção nos níveis atuais dos juros, entre 3,50% e 3,75% ao ano. Também divulgam decisões de juros nesta semana o Banco Central Europeu, Banco do Japão e Banco da Inglaterra, que também devem manter suas taxas inalteradas.