Dólar volta a cair e fecha semana pós-primeiro turno abaixo de R$5

9 out 2026 - 17h12
(atualizado às 17h25)
Resumo
O dólar caiu 0,76% nesta sexta-feira e fechou a R$ 4,9856, acumulando baixa semanal de 4,44%. O recuo foi impulsionado por pesquisas eleitorais que mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno presidencial, gerando otimismo no mercado financeiro quanto ao controle fiscal e juros mais baixos. O movimento também seguiu a desvalorização global da moeda americana frente a outros pares emergentes, sobrepondo-se à alta da inflação de setembro divulgada pelo IBGE.

O dólar voltou a ceder ‌nesta sexta-feira e encerrou a semana pós-primeiro turno abaixo dos R$5, depois de duas novas pesquisas eleitorais mostrarem o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto.

O dólar à vista fechou a sessão com queda de 0,76%, a R$4,9856. Na semana, a divisa acumulou baixa de 4,44% e, no ano, recuo de ⁠9,17%.

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Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 0,71% na ‌B3, aos R$5,0040.

A pesquisa do Datafolha divulgada na noite de quinta-feira mostrou Flávio com 49% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Os dois candidatos ‌estão em empate técnico no limite da margem de erro ‌da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais.

Os indecisos somam apenas 1%, enquanto ⁠aqueles que dizem que votarão em branco, anularão o voto ou não votarão em nenhum candidato chegam a 5%.

Já a pesquisa Atlas/Bloomberg revelou na manhã desta sexta-feira que Flávio tem 51,1%, contra 45,7% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, a liderança do senador está além da área de empate técnico.

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O ‌percentual de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou anular o voto caiu ‌de 5,0% para 3,2%.A confirmação ⁠de que Flávio lidera ⁠a disputa no segundo turno voltou a pesar sobre o dólar e sobre a curva de juros, ⁠além de dar força ao Ibovespa.

No mercado, boa ‌parte dos agentes considera que, com ‌Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste.

No limite, o equilíbrio das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu nesta semana ⁠na redução de prêmios na curva de DIs e no recuo do dólar ante o real.

Às 13h01 desta sexta-feira, o dólar à vista atingiu a mínima intradia de R$4,9765 (-0,95%).

"O dólar cai acompanhando os juros futuros, e é um sinal claro de que o mundo está de olho e querendo comprar o risco ‌dos emergentes, principalmente do Brasil, após Flávio ter ficado em primeiro lugar no primeiro turno", comentou à tarde Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.

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Além da ⁠questão eleitoral, o viés de baixa do dólar no Brasil esteve em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno. Por outro lado, o dólar sustentou ganhos ante outras divisas fortes.

Às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,10%, a 102,220.

No início da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA -- o índice oficial de inflação -- subiu 0,82% em setembro, mais que a taxa de 0,73% projetada pelos economistas consultados pela Reuters. Em 12 meses, houve alta de 4,58%, ante projeção de 4,50%.

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem de 3 de novembro.

(Edição de Isabel Versiani e Alexandre Caverni)

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