MBRF Pet inicia exportação aos EUA em busca do maior mercado para rações de cães e gatos

9 out 2026 - 16h07
(atualizado às 16h14)
Resumo
A MBRF Pet iniciou a exportação de alimentos úmidos para os EUA, maior mercado global do setor, marcando uma etapa crucial de sua internacionalização. Com unidades habilitadas no Brasil e no Paraguai, a empresa busca expandir suas vendas externas de forma gradual, aproveitando sinergias com a controladora MBRF. Presente em 20 países e projetando alcançar 26 até 2027, a companhia aposta no crescimento orgânico e na agregação de valor para consolidar sua presença e fortalecer a liderança no segmento.

A MBRF Pet, divisão ‌de ração para animais de estimação do grupo MBRF, iniciou exportações de alimentos úmidos de maior valor agregado para o mercado dos Estados Unidos, que respondem por mais de 40% do faturamento global desse setor, disse um executivo à Reuters nesta sexta-feira.

Comercializando pouco mais de 3 bilhões de porções para ⁠alimentar cães e gatos ao ano, a companhia está entre as líderes no ‌mercado do Brasil, o terceiro mercado global, atrás também da China.

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Mas a empresa conta ainda com o mercado de forte crescimento de exportação para expandir ‌negócios.

"A entrada nos Estados Unidos representa um ‌marco na estratégia de internacionalização da MBRF Pet", disse o diretor ⁠da MBRF Pet, Stanley Andrade.

A agregação do mercado norte-americano tem potencial de impulsionar as vendas externas da companhia, que viu crescimento de 18% no exterior neste ano.

A empresa vende para 20 mercados atualmente, ante 15 há dois anos, enquanto projeta ampliar os destinos externos para 26 até o final de 2027.

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Para ‌vendas aos EUA, a companhia já conta com duas das cinco unidades habilitadas, ‌uma delas em Bastos (SP) e ⁠a outra em ⁠Doctor Juan León Mallorquín, no Paraguai, próximo de Foz do Iguaçu (PR).

A MBRF Pet não ⁠detalha seus dados financeiros. Mas o executivo ‌ressaltou que o segmento ‌de "pet food" deve faturar no Brasil R$42,96 bilhões em 2026, segundo projeção da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet).

Já as vendas externas do setor somaram R$3,3 bilhões em 2025, crescimento de 12% ⁠em relação ao ano anterior, conforme a Abempet 

A empresa, cujas vendas fora do Brasil (incluindo exportações) representam quase 20% do total faturado pela unidade de pet, tem no Chile, Paraguai e Uruguai seus principais mercados externos.

Nos EUA, a estratégia é de "entrar de forma gradual", ‌enquanto esse destino deve ser prioritário no futuro.

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"Neste mercado, não tem objetivo (inicial) de acelerar demais, a gente tem que criar marca, tem que estar nas ⁠prateleiras, com alimentos úmidos, depois (vendendo) alimentos secos via Paraguai", afirmou, sem estabelecer uma meta.

A companhia chegou a avaliar no passado a venda da unidade de rações para pet, surgida após aquisições há vários anos. Mas esse processo de alienação foi encerrado em 2023.

Agora, disse o executivo, o foco é crescer organicamente, e não há intenção de aquisições por enquanto.

"Temos plano de chegar à liderança pela internacionalização e agregação de valor", ressaltou ele.

O segmento de ração para pets tem sinergias importantes com a produção de carnes da MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, que utiliza na ração animal produtos como farinha de frango e de suínos e gorduras como ingredientes, entre outros.  

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