Diesel da Petrobras alcança maior defasagem ante o importado desde 2022, diz Goldman Sachs

5 mar 2026 - 12h39

A ‌Petrobras está vendendo seu diesel a distribuidoras com preços cerca de 30% abaixo da referência internacional, configurando a maior defasagem desde 2022, apontou relatório do Goldman Sachs enviado a clientes nesta quinta-feira.

O movimento ⁠ocorre devido a uma disparada dos preços do combustível ‌fóssil do exterior, com a escalada de conflitos no Oriente Médio, ressaltou o Goldman.

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Os preços ‌do Brent e do diesel ‌internacional aumentaram em 16% e 33%, respectivamente, desde ⁠a última sexta-feira, segundo dados do banco.

A Petrobras historicamente evita repassar imediatamente a volatilidade global aos preços locais, segundo reiterou a presidente da petroleira à Reuters, no início da semana. Na ocasião, outras ‌fontes da companhia também disseram à Reuters que a ‌petroleira monitorava de ⁠perto os ⁠desdobramentos do conflito e previa uma semana de observação no ⁠mercado de petróleo ‌antes de uma eventual ‌decisão sobre reajuste.

O diesel importado responde por cerca de 25% da oferta do combustível no Brasil, com a parcela restante sendo produzida por ⁠refinarias locais, principalmente a Petrobras, lembrou o Goldman.

Um cenário sem reajuste, acrescentou o banco, poderia desincentivar distribuidores e importadores independentes a importar o combustível, reduzindo a disponibilidade do ‌produto no país.

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POSITIVO PARA EXPORTAÇÃO

O banco ponderou, entretanto, que os efeitos positivos de preços mais altos ⁠do petróleo no segmento de produção devem mais do que compensar qualquer possível impacto negativo no Ebitda do segmento refino da Petrobras, em um cenário de ausência de repasse nos preços de diesel e gasolina.

A Petrobras exportou no ano passado um volume equivalente a 32% de sua produção de petróleo.

O banco também afirmou acreditar que a governança atualmente em vigor na petroleira "provavelmente" protegeria a empresa de um eventual cenário de ausência de repasse por um longo período.

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