CVM: Eike sabia da inviabilidade de campos antes de informar mercado

Eike negociou ações de OGX e OSX com informações não públicas e potencialmente negativas para ambas

11 abr 2014 - 10h38
Eike Batista faz uma pausa durante o painel de discussões "Global Overview: Shifting Fortunes" na Conferência Mundial do Milken Institute em Beverly Hills. A Óleo e Gás, ex-OGX, vai atrasar em cerca de uma semana a apresentação de seu plano de recuperação judicial aos credores, inicialmente agendada para esta sexta-feira, enquanto a empresa tenta garantir mais recursos, disseram duas fontes próximas da situação. 30/01/2012
Eike Batista faz uma pausa durante o painel de discussões "Global Overview: Shifting Fortunes" na Conferência Mundial do Milken Institute em Beverly Hills. A Óleo e Gás, ex-OGX, vai atrasar em cerca de uma semana a apresentação de seu plano de recuperação judicial aos credores, inicialmente agendada para esta sexta-feira, enquanto a empresa tenta garantir mais recursos, disseram duas fontes próximas da situação. 30/01/2012
Foto: Fred Prouser / Reuters

Investigação da Comissão de Valores Imobiliários (CVM) revelou que Eike Batista e empresários da OGX (atual Óleo e Gás) sabiam da inviabilidade comercial de campos da empresa pelo menos 10 meses antes de a petroleira declarar essa condição ao mercado, segundo informações publicadas nesta sexta-feira pelo jornal Valor Econômico. De acordo com a publicação, Eike negociou ações de OGX e OSX com informações não públicas e potencialmente negativas para ambas – enquanto dava declarações otimistas via Twitter.

Segundo o Valor Econômico, o ponto central da investigação foi a inviabilidade dos campos de Tubarão Azul, Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, que marou a derrocada da petroleira. De acordo com o jornal, a CVM concluiu que entre 2009 e 2011, a OGX fez uma série de divulgações a respeito do potencial desses campos, sempre com perspectivas positivas. Contudo, após um comunicado em julho de 2011, a empresa voltou a divulgar algo sobre os campos de Tubarão apenas em março de 2013, quando a petroleira declarou a comercialidade do local – três meses depois a petroleira declarou a inviabilidade comercial dos quatro campos.

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Fonte: Terra
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