CVC Brasil reduz queda em dia volátil após troca de presidente; ainda sobe 10% em 2026

16 jan 2026 - 14h33
(atualizado às 16h15)

As ações CVC reduziram as perdas nesta sexta-feira, mas ainda mostravam um declínio de 10%, em dia volátil, após anunciar troca no comando da operadora de turismo.

Os papéis abriram em alta, avançando mais de 3% no melhor ‌momento, a R$2,79, maior patamar intradia desde novembro de 2024, mas mudaram a direção no começo da tarde, chegando a ‌R$2,03 na mínima, um tombo de quase 25%.

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Por volta de 16h10, as ações recuavam 10%, a R$2,43, mas ainda acumulavam uma valorização de cerca de 10% em 2026, após ganho de 56,5% em 2025.

Para o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, a troca na presidência-executiva pode ter adicionado volatilidade, mas a intensidade ‍do movimento não está ligada à mudança. "Parece mais um movimento pontual devido ao aumento de fluxo repentino, e também depois da forte alta nas ultimas semanas", afirmou.

A CVC anunciou na véspera, após o fechamento da bolsa, que o conselho de administração aprovou a eleição de Fabio Mader como presidente-executivo, no lugar ‌de Fabio Godinho, que havia sido nomeado para o posto em 2023 para reestruturar ‌a companhia.

"Com essa transição, a CVC Corp dá início a um novo ciclo estratégico de expansão", afirmou a empresa no fato relevante.

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Analistas do Citi consideraram a notícia como "neutra a potencialmente positiva", conforme relatório enviado a clientes nesta sexta-feira, antes da abertura do pregão. Eles destacaram que Godinho conduziu um intenso processo de reestruturação, supervisionando uma oferta de ações, a renegociação de dívidas e o fortalecimento das parcerias com fornecedores, especialmente no transporte aéreo.

"À medida que a CVC entra em uma fase mais estável, a empresa tende a se beneficiar da ampla experiência técnica de Mader, sobretudo nas áreas de produto e precificação", acrescentaram João Soares e Felipe Husein.

Os analistas têm recomendação neutra/alto risco para a CVC, citando o perfil de endividamento caro da companhia, "que, no momento, limita o potencial de valorização das ações". Mas reconhecem o recente "turnaround" e as melhorias no resultado.

Analistas do Santander também avaliaram que a nomeação de Mader está bem alinhada com a fase atual da CVC, que deve continuar buscando crescimento e maior rentabilidade enquanto mira um balanço mais saudável em termos de alavancagem.

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"Sua ampla experiência no setor, com mais de 20 anos em turismo e quase 15 anos na CVC, combinada a um sólido ‌histórico de entrega de melhorias de produto nos últimos anos, reforça essa visão", afirmaram Lucas Esteves e equipe em relatório.

"Nós enxergamos essa mudança como um próximo passo natural dentro da estratégia já existente, e não como uma mudança relevante", acrescentaram em relatório, esperando uma reação neutra do mercado nesta sexta-feira ao anúncio.

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