Vale-refeição do trabalhador dura só 10 dias no mês; veja estados com pior cenário

O valor médio pago pelas empresas em vale-refeição no ano passado foi de R$ 649,00

16 jan 2026 - 17h36
(atualizado às 20h53)
Resumo
Levantamento revela que o vale-refeição durou em média 10 dias úteis por mês no Brasil em 2025, o pior resultado da série histórica, com variações regionais significativas.
Nenhuma unidade da federação alcança 80% de cobertura do mês trabalhado
Nenhuma unidade da federação alcança 80% de cobertura do mês trabalhado
Foto: Pexels

O vale-refeição do trabalhador brasileiro segue dando para muito pouco. Segundo levantamento da Pluxee, em média, o benefício durou apenas 10 dias úteis por mês em 2025, repetindo o resultado de 2024, o pior da série histórica. 

Em 2019, antes da pandemia e do aumento dos preços dos alimentos, o vale durava cerca de 18 dias. Em 2022, passou a durar 13 dias e em 2023 caiu para 11 dias.

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Apesar da média nacional ser de apenas 10 dias úteis, o levantamento revela variações significativas entre as regiões do país. No ranking das localidades onde o vale-refeição menos dura, destacam-se:

  • 1.    Roraima (Norte) – 7 dias úteis
  • 2.    Acre, Rondônia e Pará (Norte) – 8 dias úteis
  • 3.    Alagoas e Maranhão (Nordeste) – 8 dias úteis
  • 4.    Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste) – 9 dias úteis
  • 5.    Piauí (Nordeste) – 9 dias úteis

Na outra ponta, alguns estados registraram desempenho acima da média nacional. Entre as localidades onde o benefício mais dura, estão:

  • 1.    Minas Gerais e Rio de Janeiro (Sudeste) - 13 dias úteis
  • 2.    Ceará (Nordeste) - 13 dias úteis
  • 3.    São Paulo (Sudeste) - 12 dias úteis
  • 4.    Distrito Federal (Centro-Oeste) – 12 dias úteis
  • 5.    Paraná e Santa Catarina (Sul) – 11 dias úteis

Esse resultado pode estar relacionado a valores faciais médios mais ajustados à realidade local - ou seja, ao valor médio diário creditado no vale-refeição -, além de menores custos por refeição e, em alguns casos, mudanças nos hábitos alimentares dos trabalhadores.

O levantamento também aponta que o valor médio pago pelas empresas em vale-refeição no período foi de R$ 649,00.  Segundo o estudo, os trabalhadores precisaram desembolsar, em média, R$ 568,52 por mês para complementar as despesas alimentícias. Hoje, nenhuma unidade da federação alcança 80% de cobertura do mês trabalhado.

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Fonte: Portal Terra
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