A CSN deverá começar a receber propostas vinculantes para sua unidade de cimento em poucas semanas, disse o diretor financeiro da empresa à Reuters nesta terça-feira.
"A fase vinculante deve começar em pouco mais de 1 mês. Logo após o recebimento das propostas não vinculantes e definição das instituições que passarão para próxima fase", disse o diretor financeiro Marco Rabello, em resposta por escrito, sem divulgar preços ou os nomes dos potenciais compradores.
De acordo com duas pessoas familiarizadas com o negócio, a CSN poderá arrecadar mais de R$10 bilhões com a venda de sua unidade de cimento.
As negociações, segundo as fontes, envolvem participantes locais e internacionais, incluindo a Votorantim e a J&F, que também controla a empresa de processamento de carne JBS, bem como as empresas chinesas Anhui Conch Cement, Huaxin Cement, que adquiriu uma empresa brasileira em 2024; e Sinoma International.
O interesse desses grupos chineses foi noticiado mais cedo pelo jornal Valor Econômico e confirmado de forma independente pela Reuters.
A Votorantim e a J&F se recusaram a comentar. A Anhui Conch, a Huaxin e a Sinoma não responderam aos pedidos de comentários.
A Votorantim, maior fabricante de cimento do Brasil, poderia fazer uma oferta pela fabricante de cimento sozinha ou com um parceiro, caso decida prosseguir com a aquisição, segundo uma das fontes. A mesma pessoa, que falou sob condição de anonimato, citando a natureza confidencial das negociações, disse que a J&F estava discutindo uma possível oferta de R$10 bilhões pelo ativo.
Como parte de seus esforços para reduzir a dívida, a CSN está se desfazendo de certos ativos.
Rabello também disse à Reuters nesta terça-feira que o fechamento e o desembolso dos fundos relacionados à venda da unidade de cimento poderiam ser concluídos até o final do ano, embora a transação ainda esteja sujeita à aprovação do Cade, e o cronograma possa variar dependendo do comprador.
Mais cedo deste ano, Rabello afirmou que a CSN contratou o Morgan Stanley para assessorá-la na venda do controle da CSN Cimentos e incumbiu o Bradesco e o Citibank de assessorá-la no processo envolvendo sua empresa de logística.
(Edição de Brad Haynes e Aurora Ellis)