Catar fecha liquefação de gás e levará semanas para retomada, dizem fontes

4 mar 2026 - 13h51

O Catar declarou força maior ‌nas exportações de gás nesta quarta-feira, em meio à guerra dos EUA e Israel contra o Irã, com fontes afirmando que pode levar pelo menos um mês para retornar aos volumes normais de produção.

A medida significa que os mercados globais ⁠de gás sofrerão escassez por semanas, mesmo no improvável cenário ‌de que o conflito termine hoje, já que o Catar fornece 20% do gás natural liquefeito global.

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A gigante estatal ‌de energia Catar Energy (QE), que interrompeu ‌a produção de gás esta semana, encerrará totalmente a ⁠liquefação de gás na quarta-feira, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto.

Elas pediram para não serem identificadas porque não têm permissão para falar com a mídia.

A QE não reiniciará as instalações por pelo menos duas semanas, de acordo com as ‌estimativas iniciais da situação na região, disseram as fontes. Uma ‌vez tomada a decisão ⁠de reiniciar, ⁠levará mais duas semanas para transformar o gás em um combustível super-resfriado ⁠e atingir a capacidade total, ‌acrescentaram as fontes. A ‌empresa não respondeu a um pedido de comentário.

O Catar é responsável por cerca de 20% das exportações globais de GNL, todas elas transitando pelo Estreito de Ormuz, onde ⁠o transporte marítimo está praticamente paralisado em meio à guerra dos EUA e Israel contra o Irã e à retaliação de Teerã.

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O Catar abastece a Europa e principalmente os mercados asiáticos, com mais ‌de 80% de seus clientes na China, Japão, Índia, Coreia do Sul, Paquistão e outros países da região.

A força maior ⁠é uma cláusula que isenta as partes de responsabilidade se qualquer falha no cumprimento das obrigações de fornecimento for devido a eventos fora de seu controle.

A QE começou a entrar em contato com alguns de seus clientes na Ásia e na Europa, mas não informou a eles quanto tempo a paralisação poderá durar, disseram fontes à Reuters.

A paralisação da produção intensificou a concorrência entre as bacias do Atlântico e do Pacífico por cargas de GNL, levando os preços do gás europeu e asiático e as taxas de frete de GNL a máximas de vários anos.

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