Casa Branca acusa Powell de má gestão por 'ostentosa' reforma da sede do Fed

Segundo o diretor do Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca, obra agora tem custo estimado em US$ 2,5 bilhões, cerca de US$ 700 milhões acima do valor inicial

10 jul 2025 - 17h24

O diretor do Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca (OMB, na sigla em inglês), Russ Vought, acusou nesta quinta-feira, 10, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de "má gestão" de recursos públicos por conta de uma "ostentosa" reforma da sede da autoridade monetária, em Washington.

Em carta endereçada a Powell, Vought escreveu que o presidente americano, Donald Trump, está "profundamente incomodado" com a administração do Fed. A crítica central se refere a um projeto de renovação do prédio principal da instituição. Segundo Vought, a obra agora tem custo estimado em US$ 2,5 bilhões, cerca de US$ 700 milhões acima do valor inicial.

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O diretor disse que os planos incluem jardins no terraço, salas de jantar, elevadores privativos, decorações com água, entre outros. "Reformas comparáveis de prédios federais custam muitas ordens de magnitude do que o escritório que você está construindo para si mesmo com o dinheiro do contribuinte", acrescentou.

Vought sugeriu ainda que Powell pode ter dado testemunho enganoso o Senado, no mês passado, quando negou a existência de planos de construção dos pontos mais polêmicos. "Seu testemunho levanta sérias questões sobre a conformidade do projeto com a Lei de Planejamento Capital, que exige que projetos como o da reforma da sede do Fed sejam aprovados pela Comissão Nacional de Planejamento Capital", ressaltou.

A carta mostra um crescente esforço de integrantes do governo para criticar a presidência de Powell. Na semana passada, o diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional dos EUA (FHFA) e presidente do conselho da Fannie Mae e da Freddie Mac, William Pulte, já havia pedido ao Congresso para investigar Powell por "testemunho enganoso" no caso da reforma do prédio. Trump vem repetindo ataques públicos ao banqueiro central pela demora do Fed em cortar juros.

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