BCE tem que agir em caso de impactos de segunda ordem na inflação, diz vice-presidente ao El Mundo

23 mar 2026 - 09h09

O Banco Central Europeu não ‌pode evitar um aumento da inflação decorrente de preços de energia mais altos, mas tem que agir se temer que o rápido aumento dos preços se consolide, disse o vice-presidente do BCE, ⁠Luis de Guindos.

O BCE manteve as taxas de ‌juros na semana passada, mas sinalizou que está pronto para apertar a política monetária se os ‌preços elevados da energia se ‌infiltrarem na economia em geral, impactando o ⁠preço de outros bens e serviços por meio dos chamados efeitos secundários.

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"A política monetária não pode evitar que a guerra tenha um impacto inicial sobre a inflação e o crescimento, mas o ‌BCE pode monitorar a situação e ficar atento aos ‌possíveis efeitos secundários", ⁠disse de ⁠Guindos ao jornal espanhol El Mundo desta segunda-feira.

Ele argumentou que ⁠as empresas e ‌os sindicatos devem ‌tratar isso como um choque inflacionário transitório, caso contrário haverá efeitos secundários e o banco central teria que intervir para impedi-los.

O BCE foi ⁠um dos últimos bancos centrais a aumentar as taxas de juros no surto de inflação de 2021/22, mas controlou a alta dos preços antes de qualquer um ‌de seus principais pares, e a inflação tem estado em sua meta de 2% ao longo ⁠do último ano.

Sua projeção mais recente, no entanto, prevê alta para 2,6% no cenário mais benigno, e os riscos estão inclinados para leituras mais altas.

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De Guindos disse que o BCE monitorará a inflação subjacente, as expectativas de preços e itens específicos, como os preços de fertilizantes e alimentos.

Ele também disse que é improvável que os custos mais altos de energia desencadeiem uma recessão na zona do euro, já que todos os cenários preveem crescimento.

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