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Bayer foca protagonismo em mercado de forte crescimento de bioinsumos da América Latina

4 nov 2026 - 06h10
Resumo
De olho no mercado de bioinsumos da América Latina, que avança 14% ao ano, a Bayer lançará 17 produtos biológicos até 2030, sob a nova marca Biológicos Bayer. O foco é atender a agricultura tropical com soluções complementares aos químicos. O Brasil receberá oito produtos, iniciando com o Curvet na safra de soja 2026/27. A alemã também fechou parceria com a brasileira IdeeLab para criar um biofungicida, além de visar o setor de frutas e hortaliças no Chile, Peru e México para ampliar seu protagonismo.

A alemã Bayer anunciou nesta quarta-feira que ‌quer ampliar seu protagonismo na agricultura da América Latina com o lançamento até 2030 de 17 produtos biológicos, que atuam como biopesticidas e estimuladores de safras, de olho em um mercado na região que cresce acima da média global.

Enquanto o setor de bioinsumos avança a taxas anuais de 8% no mundo, na América Latina o avanço é de 14% ao ano. No Brasil, faturamento do segmento ⁠aumentou 15% em 2025, somando R$6,2 bilhões, segundo dados da associação CropLife Brasil -- a Bayer não divulga ‌números detalhados de suas vendas ou sua posição no segmento.

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"Somos protagonistas neste mercado, mas queremos uma posição de um pouco mais de destaque... e a chegada de novos produtos para nós é ‌a grande alavanca...", disse o vice-presidente sênior de Proteção de Cultivos ‌e Biológicos da Bayer para a América Latina, Luis Offa, em entrevista à Reuters.

Na ⁠América Latina, a companhia já conta com mais de 40 produtos para este mercado.

"O fato de estarmos anunciando 17 novos produtos... isso demonstra o protagonismo que queremos ter", completou Offa.

Do total de novos biológicos previstos, oito serão para o mercado brasileiro, que atualmente conta com três produtos da Bayer.

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Para reforçar o crescimento, a companhia que já atua há mais de duas décadas no segmento anunciou a marca ‌Biológicos Bayer para a América Latina.

"Isso visa criar uma identidade mais forte da Bayer em um segmento que ‌vem em constante crescimento no ⁠mercado da América Latina, ⁠que vemos crescimento acima das taxas globais, particularmente no Brasil", afirmou.

O Brasil, maior produtor de soja e de cana-de-açúcar ⁠e o terceiro em milho e algodão, já usa ‌os biológicos em cerca de 50% ‌de sua área agrícola, mas tem muito espaço para crescer, uma vez que esses produtos são fundamentais para ajudar agricultores a lidarem com pragas e doenças, particularmente em um país de agricultura tropical.

Neste contexto, os biológicos (bioinseticidas, biofungicidas e bionematicidas) e os produtos de performance do cultivo, que ⁠ativam a fisiologia das plantas ou contribuem para melhorar a saúde do solo, são complementares aos pesticidas químicos, comentou o head de Biológicos da Bayer para a América Latina, Antônio Soares.

"O Brasil tem uma característica diferente de outros lugares, temos uma agricultura tropical que demanda um manejo diferente de outras regiões do mundo, e o produtor percebeu essa ‌complementaridade", declarou Soares, acrescentando que os biológicos não ocupam o espaço dos defensivos químicos, mas potencializam os resultados quando usados em conjunto.

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No caso dos produtos de performance de cultivo, esses ajudam as ⁠lavouras a se tornarem mais resilientes a estresses ambientais, como seca e altas temperaturas, colaborando para ganhos de produtividade, segundo a companhia.

O primeiro lançamento da marca Biológicos Bayer, previsto para a safra de soja 2026/27, é o Curvet, que contribui para o melhor aproveitamento do nitrogênio e do fósforo já presentes no sistema. Em testes, foi observado incremento médio de três sacas por hectare na soja.

Paralelamente, a Bayer anunciou um acordo de parceria com a empresa brasileira IdeeLab para o desenvolvimento de novo biofungicida para doenças foliares na soja.

Este é o primeiro acordo de parceria firmado fora do Hemisfério Norte, reforçando a crença da empresa de entregar soluções aderentes à agricultura tropical, muito diferente de outras regiões, disse Offa.

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Em outros países da América Latina, que também deverão ser beneficiados com os lançamentos da Bayer, o foco é atender também produtores de frutas e hortaliças para exportação no Chile, Peru e México, disseram os executivos.

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