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Bayer eleva previsão de lucro para 2026 com unidade farmacêutica superando expectativas

3 nov 2026 - 06h29
Resumo
Impulsionada pelo setor farmacêutico, que superou as expectativas com vendas de 4,68 bilhões de euros no terceiro trimestre, a Bayer elevou sua projeção de lucro operacional para 2026 para até 10,3 bilhões de euros. O lucro operacional ajustado trimestral foi de 1,62 bilhão de euros, 13% acima do previsto, permitindo reduzir a estimativa da dívida líquida em 1 bilhão de euros. O bom momento compensou a divisão agrícola, afetada por despesas maiores e vendas fracas na EMEA e Ásia-Pacífico.

O grupo farmacêutico e agrícola ‌alemão Bayer elevou sua previsão de lucro para 2026 nesta terça-feira, citando um desempenho melhor do que o esperado no setor farmacêutico da empresa.

As ações da Bayer subiam 2% no início do pregão em ⁠Frankfurt.

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A Bayer vem sendo sobrecarregada por uma dívida ‌pesada desde a aquisição da Monsanto por US$63 bilhões em 2018, um negócio que também sobrecarregou ‌o grupo com os onerosos ‌processos judiciais relacionados ao Roundup.

A empresa agora ⁠espera que o lucro operacional ajustado,  com base em câmbio ajustado, atinja entre 9,8 bilhões e 10,3 bilhões de euros, ante uma faixa anteriormente prevista de 9,6 bilhões a 10,1 bilhões de euros.

O setor ‌farmacêutico da Bayer registrou vendas de 4,68 bilhões de euros ‌no terceiro trimestre, ⁠5% acima ⁠das expectativas dos analistas em uma pesquisa realizada pela Vara ⁠Research.

"Chegamos a um ‌ponto de inflexão na ‌trajetória de crescimento da divisão farmacêutica e estamos começando a ver o outro lado", afirmou o diretor-executivo Bill Anderson em comunicado.

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Em termos de ⁠lucro operacional, a empresa alcançou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ajustado por itens não recorrentes, de 1,62 bilhão de euros, cerca de 13% acima ‌das expectativas dos analistas.

Da mesma forma, a empresa reduziu em 1 bilhão de euros as projeções para a ⁠dívida financeira líquida do ano, estimando-a agora entre 28 bilhões e 29 bilhões de euros.

A divisão de ciência agrícola da empresa, que comercializa sementes e produtos químicos para proteção de culturas, alcançou um lucro operacional  ajustado de 101 milhões de euros, enquanto os analistas esperavam 164 milhões de euros.

O aumento das despesas de vendas, bem como o desempenho inferior nas vendas nas regiões da EMEA e da Ásia-Pacífico, prejudicaram a divisão.

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