Balança comercial brasileira tem superávit de US$7,823 bi em maio com alta no valor exportado

3 jun 2026 - 15h09
(atualizado às 15h38)

A balança comercial brasileira ‌registrou superávit de US$7,823 bilhões em maio sob reflexo de exportações mais fortes por conta da elevação de preços dos produtos embarcados, apontou nesta quarta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho é fruto de US$31,904 bilhões em exportações, uma alta de ⁠6,6% na comparação com maio do ano passado, e US$24,081 bilhões ‌em importações, elevação de 5,3%.

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O resultado foi ligeiramente melhor do que o esperado pelo mercado, que previa em pesquisa da Reuters ‌um saldo positivo de US$7,650 bilhões, e ‌ficou 10,8% acima do dado observado em maio de 2025, ⁠um superávit de US$7,060 bilhões.

Nas exportações, foi registrada uma alta de 11,5% no preço médio dos produtos, que compensou um recuo de 4,3% no volume exportado.

Houve aumento de 9,8% no valor dos embarques da agropecuária na comparação com o mesmo mês do ano passado, ‌impulsionado pelas vendas de soja, e de 9,0% na indústria de transformação, ‌com maiores vendas de ⁠combustíveis, carne ⁠bovina e farelo de soja.

Por outro lado, foi registrado um recuo de 1,9% ⁠nas vendas da indústria extrativa ‌por conta de uma queda ‌no volume exportado insuficiente para compensar a elevação média de preços. Houve no setor quedas de 9,3% nos embarques de óleos brutos de petróleo e de 15,2% nos de minério de ⁠ferro.

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No recorte por regiões, mesmo com a derrubada das tarifas adicionais de importação impostas pela administração do presidente Donald Trump por decisão judicial nos EUA, a participação do país nas exportações brasileiras seguiu em baixa, caindo de ‌12,0% em maio de 2025 para 9,7% no mês passado. No sentido oposto, a China ampliou sua fatia de 32,1% para 32,9%.

Diante ⁠da ameaça de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem colocado a China como contraponto e afirmado que o Brasil buscará mercados alternativos caso enfrente barreiras do país norte-americano.

Do lado das importações, houve alta de 25,9% na chegada ao país de combustíveis, crescimento de 24,7% de bens de consumo e de 5,2% em bens de capital. Houve recuo de 3,2% nas compras de bens intermediários.

Nos primeiros cinco meses do ano, o país acumulou um superávit comercial de US$32,662 bilhões, acima do saldo positivo de US$24,330 bilhões do mesmo período de 2025.

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