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Azul, Gol e Latam tiveram gastos extras de R$ 5,2 bilhões por conta da guerra no Irã, diz associação

De acordo com a Abear, o preço do querosene de aviação acumula alta de 49% desde o início do conflito

6 ago 2026 - 12h47

As companhias aéreas brasileiras gastaram R$ 5,2 bilhões a mais do que o previsto com querosene de aviação (QAV) desde o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

De acordo com a entidade, fundada por Azul, Gol e Latam, após o reajuste de 1,9% (ou R$ 0,09 por litro) anunciado pela Petrobras no último sábado, 1º, o preço do QAV acumula alta de 49% desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã.

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Com o reajuste, o combustível passou a representar 39% dos custos das companhias aéreas. Antes do conflito, essa fatia era de 32%.

As companhias aéreas brasileiras gastaram R$ 5,2 bilhões a mais do que o previsto com querosene de aviação (QAV) desde o início do conflito no Oriente Médio.
As companhias aéreas brasileiras gastaram R$ 5,2 bilhões a mais do que o previsto com querosene de aviação (QAV) desde o início do conflito no Oriente Médio.
Foto: Hélvio Romero/Estadão / Estadão

A Abear afirmou que a exposição à volatilidade do mercado internacional fez o preço do combustível dobrar em maio na comparação com o período anterior à guerra.

Dados da associação mostram que as companhias aéreas tiveram um gasto adicional de cerca de R$1,6 bilhão apenas em maio, o que equivale, por exemplo, ao custo do arrendamento de 830 aviões.

"Para se ter uma ideia, hoje nós temos em torno de 500 aviões voando no Brasil. O que pagamos a mais de combustível em maio já é mais da metade do que a gente gasta com o leasing da frota atual. É exorbitante", afirmou, em junho, o presidente da Abear, Juliano Noman, em audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara dos Deputados.

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O preço do QAV é reajustado mensalmente pela Petrobras, sempre no dia 1º. No mês passado, a empresa reduziu em 14,2% (ou R$ 0,93 por litro) o valor do combustível, após três aumentos consecutivos.

No fim de julho, o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou a liberação de R$ 13,2 bilhões para as três maiores companhias aéreas brasileiras e a regional Abaeté, sendo R$ 8 bilhões em capital de giro. A taxa de financiamento será de 4% ao ano.

"Estamos dando linhas de crédito para as aéreas atravessarem guerra no Irã", disse Mercadante, destacando que, ao contrário da maioria das suas concorrentes internacionais, as empresas aéreas brasileiras não receberam aportes governamentais.

Segundo o executivo, a Gol, a Latam e a Azul receberão financiamento de R$ 2,6 bilhões, enquanto a Abaeté Táxi Aéreo terá R$ 8 milhões.

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