O BTG Pactual voltou a analisar as principais apostas do banco para a Bolsa após a decisão do Banco Central de manter o juro em 14,25% ao ano, enquanto o consenso há poucos dias apontava para uma alta de 50 pontos base. Para os analistas, isso aumenta a incerteza geral sobre como antecipar o comportamento das variáveis macroeconômicas. “Acreditamos que as expectativas de inflação e o real devem se manter sob pressão”, explicam em um relatório enviado a clientes.
Segundo os analistas Carlos Sequeira, Fabio Levy e Bernardo Teixeira, que assinam o documento, “a completa desordem da política brasileira e o estado sombrio da economia significam que entramos em 2016 da mesma forma que saímos de 2015: com um portfólio defensivo, ancorado em ações expostas positivamente a um dólar mais forte”.
Para os investidores procurando ações que oferecem algum tipo de proteção de inflação, o BTG aposta em setores ou empresas com receitas automaticamente ajustadas pela inflação passada, ou com uma posição única de competitividade (poder de precificação suficiente para passar a inflação por meio de reajustes).
A lista conta com Trasmissão Paulista (TRPL4), Taesa (TAEE11), AES Tietê (TIET11), Alupar (ALUP11), Cielo (CIEL3), Cetip (CTIP3), Linx (LINX3) e AmBev (ABEV3). E, para um dólar mais forte, os analistas indicam: São Martinho (SMTO3), Embraer (EMBR3), Suzano (SUZB5), Fibria (FIBR3), Minerva (BEEF3) e a small cap Tupy (TUPY3).