A AMC Entertainment apresentou um lucro trimestral ajustado surpreendente, o mais recente sinal de que as redes de cinema dos Estados Unidos estão se recuperando graças a uma forte programação de lançamentos de verão que incluiu os sucessos de bilheteria "Super Mario Galaxy: O Filme" e "Obsession".
A maior rede de cinemas dos EUA também registrou receita recorde no segundo trimestre e afirmou que a bilheteria de US$124 milhões no fim de semana de estreia nos EUA para "A Odisseia", de Christopher Nolan, é um bom presságio para um setor que ainda está se recuperando para atingir os níveis de público pré-pandemia.
Suas ações subiram 18% nas negociações da manhã.
"Este é o trimestre de maior bilheteria em sete anos e o quinto maior trimestre de todos os tempos", disse o presidente-executivo Adam Aron sobre o período de abril a junho.
"Acreditamos que, ao longo dos doze meses de 2026, as salas de cinema terão seu melhor ano desde o fim da pandemia, tanto em termos de bilheteria nacional quanto internacional."
Apoiando essa visão, há uma agenda de lançamentos repleta de atrações, com "Homem-Aranha: Um Novo Dia" chegando aos cinemas no final de julho e "Duna: Parte Três", da Warner Bros. Discovery, e o grande lançamento da Marvel, "Vingadores: O Juízo Final", pertencente à Disney, estreando em dezembro.
Grandes estúdios, incluindo a Disney e a Universal da Comcast, também se comprometeram com janelas de exibição exclusivas nos cinemas para seus maiores filmes, uma tendência que, segundo os operadores, está impulsionando a frequência de público.
No segundo trimestre, a AMC registrou receita de US$1,60 bilhão. Analistas estimavam, em média, US$1,47 bilhão, segundo dados compilados pela LSEG. O lucro ajustado por ação foi de 14 centavos, em comparação com a expectativa de prejuízo de 6 centavos.
Seis filmes diferentes arrecadaram mais de US$75 milhões no fim de semana de estreia nos Estados Unidos, e a frequência nos cinemas da AMC nos mercados norte-americano e internacional aumentou 12% e cerca de 18%, respectivamente.
Ainda assim, alguns analistas questionam se a recuperação poderá se manter, visto que os cinemas podem enfrentar uma programação de lançamentos mais fraca no próximo ano.
"Há seis anos, a frequência aos cinemas vem lutando para manter os níveis de atividade pré-COVID. Trimestres fortes, como este, acontecem de vez em quando. Mas as dificuldades do setor persistirão", disse Ross Benes, analista sênior de TV e streaming da eMarketer.