A empresa espanhola Aena passará a administrar dois dos maiores aeroportos brasileiros após arrematar a concessão do Aeroporto do Galeão, o maior do Rio de Janeiro, em leilão realizado na tarde desta segunda-feira, 30, na sede da B3, em São Paulo.
A empresa já é dona das concessões de Congonhas, na capital paulista, e de outros 16 aeroportos no Brasil - além de operar dezenas de aeroportos em outras cidades pelo mundo.
A Aena é a maior operadora aeroportuária do mundo em número de passageiros, com 309 milhões de pessoas transportadas em 2024, o último ano com dados consolidados.
A empresa surgiu em 1990, inicialmente como uma empresa pública do governo da Espanha. A sigla significava "Aeropuertos Españoles y Navegación Aérea", ou "Aeroportos Espanhóis e Navegação Aérea", em tradução livre.
Hoje, parte da empresa já foi privatizada e é negociada em bolsa de valores, mas 51% do capital da Aena segue em posse da Enaire, empresa pública que rege a navegação aérea no país europeu.
Em 1998, a Aena fundou uma subsidiária internacional, para gerir aeroportos em outros países. Mas foi só em 2011 que as partes de navegação aérea e gestão de terminais foram separadas e a empresa ficou com a parte de cuidar de aeroportos.
No Brasil, a Aena chegou em 2020. Além do recém-arrematado Galeão, a companhia administra outros 17 aeroportos que são responsáveis por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional. Veja a seguir quais são:
- Congonhas
- Recife
- Maceió
- Aracaju
- João Pessoa
- Juazeiro do Norte
- Campina Grande
- Campo Grande
- Corumbá
- Ponta Porã
- Santarém
- Marabá
- Carajás
- Altamira
- Uberlândia
- Montes Claros
- Uberaba
Na Espanha, a Aena é responsável por 46 terminais aeroportuários, incluindo os de Madri e Barcelona. A empresa ainda tem participação acionária no aeroporto de Luton, em Londres, na Inglaterra. Nas Américas, a companhia também está presente na Jamaica e no México, onde gerencia aeródromos importantes como o de Guadalajara.
O leilão do Galeão teve uma disputa acirrada em viva-voz. O lance inicial da Aena foi de R$ 1,5 bilhão, empatado com a Zurich Airport, mas a espanhola teve que praticamente dobrar os valores. A empresa arrematou ao oferecer R$ 2,9 bilhões, com ágio de 210,88%, superando as propostas da RioGaleão, atual concessionária, e da Zurich.
Em nota enviada ao Estadão, a empresa celebrou a vitória no certame pelo Galeão. "A Aena Brasil é um exemplo claro da capacidade da Aena de gerar sinergias que agregam valor, uma vez que eleva para 18 o número total de aeroportos operando com sucesso dentro da rede, contribuindo assim para o desenvolvimento do transporte aéreo no País", afirmou o presidente e CEO da Aena, Maurici Lucena.