Governo Lula detalha bloqueio de R$ 1,6 bi no Orçamento de 2026; veja pastas mais afetadas

Emendas têm corte de R$ 334 milhões; órgãos têm até 7 de abril para indicar programações que serão efetivamente bloqueadas

30 mar 2026 - 21h24

BRASÍLIA - O governo Lula detalhou na noite desta segunda-feira, 30, o bloqueio de R$ 1,6 bilhão em despesas do Orçamento de 2026, determinado no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 1º bimestre, na semana passada. O decreto de programação orçamentária foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

O bloqueio de despesas é aplicado quando os gastos previstos ultrapassam o limite de despesas do arcabouço fiscal.

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O Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) informou que, do total bloqueado, R$ 1,260 bilhão recai sobre despesas discricionárias (não obrigatórias, como custeio e investimentos) do Poder Executivo e R$ 334,4 milhões incidem sobre as emendas parlamentares.

Em termos absolutos, o Ministério dos Transportes foi a pasta mais afetada, com contenção de R$ 476,7 milhões
Em termos absolutos, o Ministério dos Transportes foi a pasta mais afetada, com contenção de R$ 476,7 milhões
Foto: ANTT/Divulgação / Estadão

Em termos absolutos, o Ministério dos Transportes foi a pasta mais afetada, com contenção de R$ 476,7 milhões; seguido pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, com R$ 131,0 milhões; pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com R$ 124,1 milhões; pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com R$ 101,0 milhões bloqueados; e pelo Ministério da Fazenda, com R$ 100,0 milhões.

As demais pastas e autarquias com recursos bloqueados foram: Agência Nacional de Transportes Terrestres (R$ 81,2 milhões bloqueados), Ministério das Cidades (R$ 84,0 milhões), Esporte (R$ 67,7 milhões), Ministério de Portos e Aeroportos (R$ 30,3 milhões), Ministério da Cultura (R$ 23,9 milhões), Ministério das Comunicações (R$ 19,3 milhões), Ministério da Pesca e Aquicultura (R$ 8,8 milhões), Ministério do Turismo (R$ 7,3 milhões), Agência Nacional de Saúde Suplementar (R$ 3,4 milhões) e Ministério da Saúde (R$ 1,7 milhão).

Os órgãos terão até 7 de abril para indicar as programações que serão efetivamente bloqueadas. Já em relação às emendas parlamentares, o processo de distribuição da contenção, que incidirá em emendas de bancada (RP7), seguirá regras e prazos próprios, podendo haver ajustes conforme a priorização do Poder Legislativo.

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O Planejamento ainda destacou que o decreto mantém o faseamento de limite de empenho das despesas do Poder Executivo Federal - o que gera uma restrição de empenho da ordem de R$ 42,9 bilhões até novembro, nas dotações discricionárias do Poder Executivo.

"O faseamento é o instrumento que garante que o ritmo de execução da despesa seja compatível com a previsão de arrecadação da receita e assegura, também, a capacidade de absorver eventuais novas necessidade de bloqueio", disse a pasta.

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