Brasil vê alívio de custos com adubos e diesel após acordo entre EUA e Irã sobre guerra, diz ministro

16 jun 2026 - 09h28
(atualizado às 10h10)

O acordo entre Estados Unidos ‌e o Irã visando colocar um fim à guerra e reabrir a navegação pelo vital Estreito de Ormuz é positivo para o agronegócio do Brasil, por potencialmente trazer alívio de custos com fertilizantes e diesel, disse nesta terça-feira o ministro da Agricultura, André de ⁠Paula.

O Brasil, grande importador de fertilizantes, compra no exterior mais de ‌85% de suas necessidades. No diesel, as importações giram em torno de 25% das necessidades do país. Pelo estreito, passam grandes volumes ‌de combustíveis e fertilizantes.

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"Inauguramos a semana com ‌notícias muito positivas, que podem ser de fato muito importantes ⁠para o nosso agro e para o mundo inteiro respirar", disse Paula, em referência aos preços dos fertilizantes e diesel, durante evento em São Paulo promovido pela Veja.

Com a perspectiva de assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Irã, previsto para a próxima ‌sexta-feira, "imagino que tenhamos como decorrência disso mitigado os efeitos negativos que ‌nós tivemos em relação ⁠aos fertilizantes, e ⁠um preço mais baixo do óleo diesel", afirmou o ministro.

"Isso é muito importante, ⁠mas segue sendo um desafio", ‌acrescentou ele.

O Brasil deverá ‌iniciar em meados de setembro o plantio de sua principal safra, a de soja, o que elevará a demanda principalmente por diesel, enquanto o agronegócio escoa a segunda safra de milho ⁠para diversos mercados.

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Paula citou ainda uma "agenda da diplomacia" dos fertilizantes com a China, exportadora do insumo e grande importadora de produtos agrícolas do Brasil.

"Mantivemos agenda positiva na China... levamos a preocupação em relação ao fertilizante, e depois a ‌China manifestou determinação de fornecer fertilizante, o que fez com que o preço da ureia voltasse a preços compatíveis, hoje eles ⁠estão praticamente estabilizados", afirmou.

O ministro ressaltou ainda o que chamou de "robustez" do sistema sanitário brasileiro, ao citar o recente reconhecimento pela China e Rússia de que o Brasil é livre de febre aftosa sem vacinação.

Nesse segmento, ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá se reunir com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, durante encontro do G7, com o objetivo de reverter a suspensão a importações de carnes brasileiras pelos europeus, prevista para vigorar a partir de setembro.

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O ministro confirmou também que o Plano Safra 2026/27 deverá ser anunciado no dia 1 de julho.

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