Renan Santos vive climão com Renata Vasconcellos no 'Jornal Nacional': 'Não respondi o César ainda'

Renan Santos rebate Renata Vasconcellos ao ser interrompido no Jornal Nacional

26 ago 2026 - 21h55
Resumo
Em sabatina no Jornal Nacional, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu sua retórica sobre segurança pública ao ser questionado por César Tralli sobre a expressão "banho de sangue", afirmando que o sangue a jorrar deve ser o de bandidos. Durante a entrevista, o político viveu um momento de tensão com Renata Vasconcellos ao pedir para concluir sua fala antes da mudança de tema, reforçando sua defesa ao uso de força letal contra criminosos para frear a violência no país.

Na noite desta quarta-feira (26), Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, foi entrevistado por Renata Vasconcellos e César Tralli no Jornal Nacional. O âncora do informativo destacou que uma das frases do político era "matar quem roubar e fazer um banho de sangue" e o questionou sobre o tom adotado para falar sobre segurança pública.

Renan Santos e Renata Vasconcellos no Jornal Nacional (Reprodução/TV Globo)
Renan Santos e Renata Vasconcellos no Jornal Nacional (Reprodução/TV Globo)
Foto: Contigo

"Na última segunda-feira, um rapaz chamado Eduardo, lá em São Paulo, viu a sua namorada sendo assaltada no meio da rua, aparece o bandido, ele tenta evitar o assalto. O bandido olha para o Eduardo, puxa a arma e dá um tiro na cabeça do Eduardo. A cabeça do Eduardo explode e o sangue vaza na rua", disse o candidato.

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"Houve um banho de sangue na segunda-feira de um inocente. Eu acho que o sangue que tem que jorrar não é o dele, o sangue que tem que jorrar é o do bandido. Eu acho que as pessoas do Brasil, e eu rodei o Brasil a pé e de carro nesses meses todos, as pessoas do Brasil estão implorando para que a gente faça justiça contra as figuras terríveis, esses demônios que estão matando gente. E cabe ao presidente da República liderar as pessoas nessa guerra", seguiu o político.

"Os brasileiros morrem como se fossem bichos. Ninguém liga, ninguém sabe o nome. A maior parte são meninos, em geral negros, que morrem nas favelas e nas cidades mais pobres. Pessoas são vítimas de latrocínio diariamente. Desde que a gente começou esse programa, no mínimo uma pessoa foi assassinada, em geral vítima dessas facções criminosas", indicou Renan, sendo interrompido por Renata.

ASSUNTOS

"Agora, candidato, eu gostaria de abortar também outro tema importante...", alegou a jornalista. "É que eu não respondi o César ainda. Deixa eu só terminar, por favor, Renata", rebateu o político. "É que a gente possa abortar vários temas", explicou Renata.

"Eu também quero. Eu falo rápido justamente para ajudar a abordar", retrucou Santos. "Pois não", concordou Vasconcellos. "Falo do banho de sangue. Pode não ser a palavra mais bonita para a pessoa que está assistindo em casa, mas é a única coisa que eu posso fazer como resposta a alguém que tá com uma arma apontada para uma pessoa. Uma pessoa que aponta uma arma para você no meio da rua para te cometer um assalto, é a pessoa que pode matar você por latrocínio. Ela se torna juiz da sua vida, dos teus sonhos, do teu futuro", respondeu Renan.

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