Em quase todos os canais de notícias, e especialmente na GloboNews, apontou-se um dos maiores erros de Lula que explicaria, em parte, ele ter ficado atrás de Flávio Bolsonaro no 1º turno: não ter comparecido aos debates na TV.
“Não ir aos debates mostrava alguém que não queria ser questionado”, afirmou Ana Flor.
“Soberba”, opinou Mônica Waldvogel.
“Flávio aproveitou e também não foi. O eleitor ficou na sua bolha e não houve comparação direta”, complementou Ana.
Os argumentos corroboram uma manchete no SBT News, dois dias antes da eleição: ‘Debate cancelado pode aumentar abstenção’. Foram 33 milhões de ausentes, recorde desde o pleito de 1998.
Record, Band e Globo manifestaram a intenção de realizar debate no 2º turno. Considerado o mais importante, o da Globo deverá ocorrer no dia 23, sob mediação de Renata Lo Prete.
Em 2022, Lula e Bolsonaro compareceram ao encontro na Band, gerando 11,5 pontos de audiência.
O petista faltou aos confrontos na Record e no SBT. Bolsonaro foi e acabou sabatinado por jornalistas no horário reservado.
A dois dias da segunda ida às urnas, os adversários se reencontraram no evento da Globo.
Média de 28 pontos no Ibope, cerca de 5,8 milhões de telespectadores somente na Grande São Paulo.
O Brasil estará de olho na televisão nas próximas três semanas: o veículo de comunicação renova seu poder de influência na definição do próximo presidente da República.