A escalação de Juliano Cazarré para ‘Avenida Brasil 2’ suscitou boatos.
Disseram que houve protestos entre alguns progressistas no elenco. Oficialmente, nada foi confirmado.
O ator disse em entrevistas que “não é de esquerda” e também não se define “bolsonarista”.
Ele pratica o Catolicismo tradicionalista e lidera um movimento de homens conservadores obstinados em “resgatar a masculinidade”.
Por isso, na visão geral, está diretamente vinculado aos valores defendidos pela direita fiel ao ex-presidente.
Atores declaradamente direitistas, como Cássia Kis, Humberto Martins, Regina Duarte e Malvino Salvador, não fazem mais parte da Globo.
Cazarré é o único ator com esse perfil ideológico que continua na emissora vista à esquerda no espectro político, apesar de ter donos associados à direita.
Desde 2011, ele não ficou um ano sequer sem aparecer em alguma produção global. Foram 11 novelas e dois seriados.
Essa continuidade incomum no vídeo se deve ao seu bom relacionamento com produtores e diretores. É considerado disciplinado e eficiente.
Ao contrário de alguns atores conservadores, que despertaram revolta em colegas por enviarem mensagens políticas nos grupos, Juliano Cazarré nunca teve problema de convivência nas gravações.
Na continuação de ‘Avenida Brasil’, ele ressurgirá no papel de Adauto, o jogador que supera um trauma e bate o pênalti na vitória do time Divino na última cena da novela.
O ator e ativista LGBT+ Carmo Dalla Vecchia, marido do autor da trama, João Emanuel Carneiro, foi questionado nas redes sociais sobre a presença de um artista conservador na continuação da novela.
Ele respondeu que não tem de dar explicação já que nem faz parte do elenco.