O ator Henri Castelli gerou preocupação ao sofrer uma convulsão durante a Prova do Líder do BBB 26. Após um longo periodo na dinâmica de resistência, o artista precisou ser levado ao hospital, onde segue em observação, conforme confirmado por sua equipe. Mas o que será que aconteceu para Henri Castelli convulsionar?
Para esclarecer melhor o quadro do galã, conversamos com o Dr. Jackson, membro titular das Sociedades Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e de Coluna (SBC), preceptor da Residência em Neurocirurgia do Hospital São Marcos e Neurocirurgião do Hospital Universitário da UFPI.
O que causa uma convulsão?
"Uma convulsão acontece quando há uma atividade elétrica anormal no cérebro. Ela pode ser provocada por diferentes fatores, como privação de sono, estresse físico e emocional, desidratação, alterações de eletrólitos ou até condições neurológicas pré-existentes. Em situações de esforço prolongado, com fadiga intensa e poucas pausas, o corpo entra em um estado de estresse extremo. Esse cenário pode facilitar a ocorrência de descargas elétricas desorganizadas no cérebro e levar a um episódio convulsivo", explica.
Quais são os sinais da convulsão?
De acordo com o profissional, identificar os sinais é fundamental para garantir um atendimento adequado. "Não é algo comum, mas também não chega a ser imprevisível. Quando o organismo é levado ao limite, com cansaço excessivo, pouco descanso e desequilíbrios metabólicos, o risco de alterações neurológicas aumenta. A convulsão pode ser um sinal claro de que o corpo e o cérebro ultrapassaram um limite fisiológico. Os sinais mais característicos incluem movimentos involuntários e repetitivos, rigidez muscular, perda de consciência e alterações no olhar, como os olhos virarem para cima. Após o episódio, a pessoa pode apresentar confusão mental, desorientação e dificuldade para retomar a consciência plena", diz.
O que fazer quando alguém estiver convulsionando?
"É importante evitar quedas e lesões, manter as vias aéreas livres e acionar rapidamente uma equipe médica. Não se deve colocar objetos na boca da pessoa durante a convulsão. O foco é protegê-la até que o episódio termine e ela possa ser avaliada por um profissional de saúde. Após uma convulsão, é fundamental investigar a causa. Normalmente são solicitados exames de sangue para avaliar eletrólitos e metabolismo, além de um eletroencefalograma para analisar a atividade cerebral", aconselha o médico.
Quais exames podem detectar essas alterações?
"Em alguns casos, exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética, também são indicados para descartar alterações estruturais. Quando o episódio é isolado, tratado rapidamente e não há uma doença neurológica associada, a maioria das pessoas se recupera sem sequelas. O ponto-chave é identificar o que desencadeou a convulsão e corrigir esses fatores. O acompanhamento médico nos dias seguintes é essencial para definir o prognóstico e orientar os cuidados necessários", finaliza o neurologista.