Na novela Três Graças, a personagem Arminda, interpretada por Grazi Massafera, tem provado que sua ambição e inteligência superam qualquer lealdade afetiva. Após anos vivendo à sombra de seu relacionamento clandestino com o empresário Ferette (Murilo Benício), a vilã decidiu que não aceitará mais o papel de coadjuvante na vida do amante, especialmente diante da arrogância dele em acreditar que detém todo o controle da situação e dos negócios escusos da dupla.
O ponto de virada ocorre quando Arminda percebe que, para Ferette, ela sempre ocupou uma posição inferior à sua família "oficial" e à sua fundação. Cansada de ser subestimada, ela inicia uma vingança silenciosa e estratégica, desviando parte dos lucros obtidos com o esquema de medicamentos falsificados. Ao ser confrontada ou ao refletir sobre sua nova postura, ela dispara frases que mostram sua determinação em não sair dessa história de mãos vazias.
Em um momento de pura ironia e firmeza, Arminda deixa claro que o jogo mudou: "Estou guardando o que é meu. Muita coisa mudou". Essa declaração é uma alfinetada direta na confiança cega de Ferette. Ela não se sente mais na obrigação de ser a amante fiel que protege apenas os interesses dele. Pelo contrário, ela admite para si mesma (e em embates velados) que seu tempo de submissão chegou ao fim: "Já aceitei ser amante por tempo demais. Acha mesmo que eu ia sair sem nada?".
Vai falar da filha dele?
A megera da trama das nove ainda vai procurar Ferette para contar o que terá visto na frente do prédio dele. Direta, a perigosa revelará que Lorena namora outra mulher e fará questão de provocar o amante conservador ao citar sua filha gay. "Pra você ver… A tradicional família paulistana já foi mais tradicional", alfinetará ela.
A "alfinetada extraordinária" mencionada nos bastidores da trama também se estende ao desprezo que ela nutre pela família "perfeita" do empresário. Arminda sente um prazer sádico ao planejar a queda de Zenilda (Andréia Horta), a esposa de Ferette, a quem ela vê como alguém vivendo em uma bolha de ilusão. "Deixei de ser otária! Deixa a Zenilda achar que o castelo dela é inabalável. Aqueles filhinhos, papaizinhos, nenenzinha", alfineta ela, demonstrando que sua vingança não é apenas financeira, mas emocional e destrutiva.