Após sete anos afastada das novelas, Isabelle Drummond retorna com força total como a vilã Naiane, de Coração Acelerado (Globo). Entregue ao projeto, a atriz celebra a alegria do público por vê-la novamente na TV, fala da personagem e conta, em entrevista à Contigo! Novelas, que se apaixonou por música sertaneja.
O público pediu tanto e você voltou para as novelas! Como tem sido esse retorno para a TV em Coração Acelerado? Eu estou tão feliz com a resposta das pessoas com esse meu retorno, as pessoas dizendo que estão felizes, essa espera delas, esse amor, esse carinho e torcida também, né?
Estou feliz demais, porque é bom a gente voltar com uma torcida. E eu já vejo uma resposta enorme para a personagem, de tudo que saiu até agora. Estou adorando!
E você já voltou mostrando a que veio, porque antes mesmo de estrear, a sua personagem, a Naiane, já começou a fazer muito sucesso nas chamadas da novela...
Eu estava superanimada para entregar a Naiane para o povo brasileiro, que sempre me acompanhou, porque ela é uma personagem diferente. Acho que eu estou diferente, são sete anos depois da minha última novela. Já vivi tantas coisas, já produzi, já dirigi, fiz cinema, fiz teatro. Então acho que realmente eu volto para a TV de uma maneira mais fresca. E eu estou adorando a novela, mergulhando, trabalhando muito, porque novela é muito trabalho, as pessoas não têm noção do que é.
São tantos anos longe. Estava desacostumada desse ritmo, né?
Eu estava desacostumada e aí eu comecei a entender que tenho que parar tudo. Agora eu não estou nem pensando nos outros projetos, eu estou mergulhada mesmo pra gente ter frescor durante a novela toda. A gente está revisitando nossa preparação, volta e meia. Temos uma direção maravilhosa, nosso preparador ali ao lado, nos dando um olhar também. A equipe é muito bem preparada pra gente fazer sotaque, dança, é muito coisa. Essa novela é uma magia que acontece de vários lados.
E a Naiane foi criada realmente pensando em você. Que luxo!
Que honra! A Izabel de Oliveira e a Maria Helena Nascimento são pessoas maravilhosas. A Izabel, a gente já tinha trabalhado juntas, a gente já tem uma sinergia muito boa. E eu estou feliz com o diretor, Carlos Araújo, ter pensado nisso, elas terem pensado nisso, construído a personagem pensando em mim, isso é maravilhoso. Porque também elas já sabem que existem lugares que eu desejo explorar, que eu ainda não explorei e que essa personagem me dá oportunidade de explorar.
Naiane é uma vilã divertida. Como a descreve?
É uma vilã. Eu gosto muito dela, apesar de ela ser louca, absurda em vários aspectos. Ela tem um caráter muito duvidoso, tem escolhas muito erradas, mas ela também é muito engraçada sem querer. Ela é divertida, tem um quê de louca, uma pessoa que pode tudo, porque ela está fora da realidade. É tudo pelos views e tudo para causar. Ela gosta de causar em todo ambiente. Se ela não chamar atenção, ela não está bem, entendeu?
Naiane é influenciadora, lembra algumas que são bem conhecidas. Você se inspirou em alguém? Como compôs essa personagem?
As pessoas me perguntam muito isso, mas não tenho como dizer uma pessoa, apesar de ter referências diretas por causa do sertanejo, do Centro--Oeste, mas ela é uma personagem que está num contexto próprio. Ela é a Princesa do Cerrado, ela herdou essa região. E ela acredita muito nesse título, ela deposita a confiança dela nessa identidade. Ela é narcisa. E ela quer dominar novas regiões agora, quer dominar o Brasil, o mundo. Ela é muito ambiciosa, não sabe perder, só sabe ir conquistando, ir ganhando mais e mais e tem essa família para apoiar e ancorar tudo.
Você já curtia música sertaneja antes da novela?
Ouvia, mas agora me apaixonei. É uma coisa que não faço mais só para novela, mas me ajuda na minha vida. Em vários momentos falo: "Aqui um sertanejo vai bem". E é interessante entender a história do sertanejo, a importância disso culturalmente no Brasil. Quando fui para Goiânia, entendi. E a viola também, que é uma coisa mais essência do Brasil, do interior. Foi legal conhecer mais e ser embalada por isso.
Como tem sido o reencontro com a Leandra Leal?
Maravilhoso! A gente tem uma troca legal, estou realizada de estar com ela. Admiro a jornada da Leandra dentro e fora da TV. E acho legal que sejam vilãs, mas também tem uma parte delas que é interessante, que vai fortalecer a história, que é o fato de empreenderem. Elas são empreendedoras num universo masculino. Então, você também torce um pouco, porque elas estão trabalhando e se esforçando para sentar nessas mesas de homens. Acho que fala muito de mulheres dessa região. Eu vi mulheres empreendedoras, com família e tudo, que estão à frente dos lares, das empresas. As duas representam isso. Só que, claro, com a função da vilania do folhetim, que não tem como não existir e é o que dá a graça e o barulho da história.