De volta ao horário nobre da Globo com Três Graças, Aguinaldo Silva fala da importância de jogar luz sobre personagens do nosso dia a dia que agora são representados na televisão. Confira entrevista à Contigo! Novelas na íntegra a seguir.
O que te motivou a criar Três Graças?
Eu busco homenagear essas mulheres, que são pessoas anônimas, que cruzamos na rua, no metrô, no ônibus, saindo muito cedo para trabalhar. A gente conhece muito pouco da vida delas, mas são muito humanas, trabalhadoras. Queria fazer um retrato dessas mulheres urbanas. Minhas novelas sempre são sobre mulheres: protagonistas e vilãs. É um universo em que transito bem. Como observador da vida, presto muita atenção nessas pessoas. Elas merecem que a gente conte a história delas.
Você é conhecido pelo realismo fantástico, mas agora fala de histórias muito reais...
A diferença é que essa novela é muito atual, em cima do que está acontecendo agora. As coisas mudaram muito desde Tieta até hoje e a novela dá um voo rasante nessa realidade atormentada que as pessoas estão vivendo. São personagens do dia a dia, que não prestamos muita atenção quando cruzamos, e a novela tenta mostrar o que elas amam, o que desejam. Apesar de todas as carências delas, elas são felizes. Não há lugar para tristeza, a vida é boa. A novela não é reportagem, é ficção.
Acha que Arminda já virou meme como outras vilãs icônicas suas como a Nazaré?
Quando eu escrevi a Nazaré, não imaginava que ela fosse se tornar um ícone da internet. A própria linguagem atual da novela contribui para isso. Não é intencional, mas imagino que muitas falas da Arminda vão viralizar também. Existe uma relação direta do nosso trabalho com a internet.