Estudos realizados nos Estados Unidos por duas das maiores consultorias empresariais do mundo, Deloitte e PwC, apontam para a força das transmissões de eventos ao vivo na TV em um mercado de mídia cada vez mais dominado pelo streaming.
Cerca de 43% dos entrevistados em uma das pesquisas disseram que mantinham seus planos de assinatura de TV paga (cabo ou satélite) porque queriam acompanhar notícias ao vivo.
No Brasil, a Kantar IBOPE Media, responsável pela aferição de audiência das emissoras, desenhou um cenário semelhante.
A liderança da TV aberta é resultado de sua capacidade de reunir públicos variados e alcançar regiões menos conectadas à internet, especialmente para acompanhar transmissões em tempo real do jornalismo e de esportes.
No dia 15 de setembro, Globo e GloboNews provaram essa teoria: impactaram 50,7 milhões de brasileiros com a cobertura da sessão do Supremo Tribunal Federal que discutiu a possibilidade de investigar o ministro Alexandre de Moraes.
Esse contingente de pessoas, informado pela assessoria dos canais, equivale a 24% da população brasileira.
Um recorte torna o desempenho ainda mais relevante: a programação especial sobre a Suprema Corte fez a audiência crescer 9% entre os telespectadores de 12 a 34 anos.
Esta faixa etária — hoje mais associada à internet do que à televisão convencional — é imprescindível para viabilizar a necessária renovação de público da TV enquanto as plataformas digitais crescem rapidamente e sem esforço.
Ainda que enfrente perda de público e grandes desafios econômicos para fechar as contas, a televisão continua a ser o veículo de comunicação mais importante do país.
A internet mudou a maneira de consumir conteúdo. O streaming mudou os hábitos de entretenimento. Mas, quando algo importante está acontecendo, é a velha televisão que reúne o maior número de pessoas em torno da mesma tela.