No fim de todo dia, o brasileiro abre o aplicativo do banco e confere o saldo da conta.
47% das pessoas não teriam R$ 500 para uma emergência, segundo pesquisa do PoderData.
É uma questão sentida no bolso e no prato, mas foi desprezada nas duas primeiras edições do ‘Entrevista com o Candidato’ na Globo.
Zema (Novo) e Caiado (PSD) não foram devidamente questionados sobre propostas para baixar o custo de vida e aumentar o poder de compra do cidadão comum.
No caso do ex-governador de Goiás, uma pergunta sobre o grave endividamento de pessoas físicas e empresas foi feita faltando apenas 3 minutos para o fim do programa.
Gastou-se tempo precioso com pautas importantes, mas sem interferência direta na vida prática do povo.
Exemplo: a anistia aos condenados do 8 de janeiro.
A insistência no tema com os dois candidatos foi um teste de paciência ao telespectador que esperava soluções para problemas cotidianos.
Renata Vasconcellos e César Tralli desempenham de maneira impecável a função de entrevistadores, porém, o roteiro precisa estar mais conectado às angústias concretas de quem está do outro lado da tela.
A verborragia dos presidenciáveis a respeito de assuntos políticos não empolga quem quer um plano para pagar os boletos atrasados, sair do cheque especial e voltar do supermercado com sacolas mais cheias.
O ‘Entrevista com o Candidato’ precisa pensar menos em questões de Estado e mais na matemática difícil da sobrevivência financeira.
Esse ponto será determinante para as escolhas do eleitor diante da urna eletrônica.