Na entrevista de Vini Jr. para a CazéTV após a vitória da Seleção contra o Haiti, Fernanda Gentil perguntou se ele dedicava o gol “para alguém especial”, deixando subentendido o nome da ex, Virginia.
O jogador e a jornalista riram. Ao lado, Romário pareceu incomodado com a brincadeira fora do tema futebol.
De braços cruzados e olhar impaciente, o comentarista adiantou-se em oferecer a mão para cumprimentar Vini, como se quisesse encerrar logo a conversa. “Já era”, disse.
Este episódio ilustra o choque de estilos entre o ex-atleta e a apresentadora.
Ele, marrento e focado no que acontece em campo. Ela, descontraída e piadista a respeito da vida fora dos gramados.
Quando estão juntos, estranhamente, funcionam e não funcionam ao mesmo tempo.
É interessante ver duas personalidades distintas formando uma dupla improvável na cobertura da Copa.
Ao mesmo tempo, causa certo desconforto assistir a essa falta de sintonia. Às vezes, parece existir um clima tenso no ar.
Como vimos na situação de maior repercussão até agora, na análise do empate do Brasil com o Marrocos.
Fernanda reclamou do “gosto de derrota”. O ‘Baixinho’ retrucou. “... quem não conhece muito de futebol vai ter esse pensamento que nem você.”
Houve reação imediata nas redes sociais e na imprensa. Os dois, rapidamente, colocaram panos quentes na polêmica.
A dupla formada por Romário e Fernanda Gentil pode até parecer um evidente erro de escalação, mas talvez seja justamente aí que esteja o valor dessa combinação improvável.
Mesmo quando o entrosamento falha, o contraste revela algo importante: a cobertura esportiva não precisa de uma única linguagem nem de um único olhar.
O embate entre a objetividade seca do ex-jogador e a leveza provocativa da apresentadora são opostos que se complementam.
No fim, o ruído entre eles vira entretenimento e amplia a repercussão para a CazéTV.