As piores falhas que fazem um apresentador de telejornal perder a paciência ao vivo

Problemas técnicos ou comunicação ruim com a equipe tiram a segurança de quem dá a cara a tapa ao vivo na TV

19 ago 2026 - 16h06
(atualizado às 16h06)

No ‘Jornal das 10’, da GloboNews, Aline Midlej reclamou no ar da “bagunça”.

A âncora se sentiu mal-orientada pela equipe. 

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Não sabia se continuava a conversar com uma repórter, chamava um VT (matéria gravada) ou ia para o intervalo.

Não foi um chilique, e sim um pedido de respeito e uma atitude de autopreservação.

Ela é quem está com o rosto na TV. Fica superexposta quando ocorrem erros.

Na mesma GloboNews, Christiane Pelajo protagonizou um momento igualmente tenso em 2016.

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Ficou revoltada com problemas no áudio. “Estou em voo cego”, reclamou.

Sem receber indicação do que aconteceria, ela saiu do estúdio. “Sem a menor condição.”

Em junho deste ano, no SBT News, Amanda Klein se viu obrigada a gesticular e depois verbalizar sua irritação com o descompasso no texto que estava lendo.

A coluna aponta os piores erros que podem irritar (e derrubar) um âncora.

Aline Midlej e Amanda Klein foram prejudicadas por falhas ao vivo em telejornais
Aline Midlej e Amanda Klein foram prejudicadas por falhas ao vivo em telejornais
Foto: Reproduções

Falha no TP - O teleprompter é um aparelho acoplado à câmera, onde aparece o texto a ser lido. 

Um erro manual no controle da velocidade pode deixá-lo mais rápido ou mais lento, prejudicando a fluidez da leitura. 

Outras possibilidades: o texto ‘sumir’ de repente ou colocarem uma pauta errada.

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Ruído ou silêncio no ponto eletrônico - O ponto é aquele aparelho usado no ouvido, onde o jornalista recebe as orientações da sala de controle (o switcher). 

Podem ocorrer diferentes imprevistos: não chegar áudio algum; som com alto ruído dificultando a compreensão; vozes sobrepostas (causando confusão mental); ouvir a própria voz com atraso (outro motivo para perda de concentração).

Ser deixado no ‘vácuo’ - O apresentador precisa ser rapidamente informado sobre qualquer mudança no roteiro ou defeito técnico.

Quando não acontece, fica sem saber como agir e transmite uma indesejável insegurança.

Exemplos de situações: chamar uma matéria que ainda não está ‘no ponto’ de ser exibida; receber o nome errado de repórter ou do entrevistado com quem vai interagir; não ser avisado de que a imagem ‘ao vivo’ voltou antes do previsto por alguma falha; ficar diante das câmeras sem indicação do que deve fazer.

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O ambiente num estúdio de telejornal é sensível. 

Qualquer mínima interferência pode afetar o desempenho do âncora e causar o que mais precisa ser evitado: tirar a atenção das notícias.

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