A psicologia afirma: as pessoas que não conseguem ficar sentadas em uma sala de espera sem pegar o celular não têm pouca capacidade de atenção

O uso excessivo de celular provoca diversas situações problemáticas, segundo a psicologia; saiba o que já aconteceu com a atriz Giovanna Ewbank

4 out 2026 - 06h22
Resumo
O hábito automático de checar o celular em salas de espera não decorre de déficit de atenção, mas da aversão ao tédio. Um estudo com mais de 750 participantes revelou que a busca constante pela tela funciona como um alívio imediato para o desconforto gerado pela falta de estímulos. Assim, a dependência do aparelho reflete o costume de evitar qualquer momento de vazio mental por meio de distrações acessíveis, e não a incapacidade biológica de manter a mente concentrada.
Giovanna Ewbank precisou deixar de usar o celular por alguns dias após recomendação médica; atriz travou a coluna.
Giovanna Ewbank precisou deixar de usar o celular por alguns dias após recomendação médica; atriz travou a coluna.
Foto: Reprodução/Instagram, @gioewbank / Purepeople

Você está sentado em uma sala de espera, olha para o relógio e percebe que ainda faltam dez minutos para a consulta. Nenhuma mensagem chegou e, talvez, você nem tenha algo específico para verificar. Mesmo assim, quase automaticamente, a mão vai até o celular.

Se essa cena parece familiar, saiba que ela é muito mais comum do que se imagina, e não significa necessariamente que você tenha pouca capacidade de atenção. 

Publicidade

A psicologia aponta que existe outra questão por trás desse comportamento: a dificuldade de lidar com o tédio e, principalmente, com a sensação desagradável que ele pode provocar.

Um estudo publicado em 2026 por Katy YY Tam, Wijnand AP van Tilburg e Cristian S. Chan reuniu dois estudos com mais de 750 participantes. Os pesquisadores combinaram questionários com registros objetivos do tempo gasto diante das telas para entender melhor a relação entre tédio e uso do smartphone.

Os resultados indicaram que não é apenas a presença do tédio que importa. O quanto essa sensação é percebida como desagradável também pode influenciar a busca por alguma forma de distração. E o celular oferece justamente a alternativa imediata para preencher qualquer vazio.

Esse comportamento ajuda a explicar por que tantas pessoas não conseguem simplesmente permanecer alguns minutos sentadas sem consultar a tela. Não necessariamente porque perderam a capacidade de concentração, mas porque se acostumaram a ter uma fonte de estímulo permanentemente disponível.

Publicidade

As consequências do uso excessivo do celu...

Veja mais

Matérias relacionadas

A Psicologia afirma que a solidão na meia-idade não é a mesma que se sente na juventude, pois surge quando já não se espera mais sentir-se emocionalmente deslocado

A psicologia afirma que as pessoas que nunca postam nas redes sociais não buscam apenas privacidade, mas também não sentem necessidade de validação externa

A psicologia afirma: as pessoas que se sentem solitárias na aposentadoria não são fracas nem estão despreparadas; elas construíram sua identidade de tal forma em torno da produtividade que o descanso, para elas, não é percebido como liberdade, mas sim como um esquecimento

Publicidade

A psicologia afirma que as pessoas com mais de 70 anos que são mais felizes não 'se mantêm jovens': elas aprenderam a deixar de comparar seu valor com algo que já não existe

A psicologia afirma que as pessoas que cresceram nas décadas de 60 e 70 não se tornaram duras de propósito, mas foram criadas em um ambiente onde não lhes foi proporcionada gentileza

Fique por dentro das principais notícias de Entretenimento
Ativar notificações