Se existe um lugar onde reclamamos bastante, é no trabalho. Em parte, porque passamos muitas horas lá. Com sorte, apenas oito, mas pode ser mais.
Reclamamos das horas, do salário, do chefe, do colega preguiçoso, da quantidade de trabalho, das responsabilidades, do ambiente profissional, do fato de não nos explicarem as mudanças, das próprias mudanças, das ferramentas com as quais trabalhamos, da cadeira…
Mas, claro, também reclamamos fora do trabalho. No fim das contas, reclamar faz parte do nosso dia a dia.
O efeito físico e mental da reclamação constante
A má notícia é que reclamar tem efeitos sobre nosso estado de ânimo, nossos níveis de estresse e também sobre nosso cérebro.
A Universidade Stanford demonstrou que 30 minutos de reclamações por dia podem danificar nossos neurônios do hipocampo, e que a redução do hipocampo tem uma relação direta com experiências de vida estressantes e com a exposição prolongada aos hormônios produzidos durante o estresse.
E atenção, porque isso não acontece apenas quando reclamamos, mas também quando ouvimos reclamações diariamente.
Estamos falando de quando reclamar se torna um hábito, algo que fazemos diariamente e de tudo. Uma prática que pode prejudicar nossa saúde mental e física e que tende a se intensificar com o uso e o abuso das redes sociais.
Segundo Will Bowen, autor de vários livros sobre o tema das reclamações, como "Un mundo sin quejas", as pessoas reclamam, em média, de 15 a 30 vezes por dia. Mas reclamar de vez em quando é tão ruim ...
Matérias relacionadas
Bell Marques, 73 anos: 'Eu não posso deixar meu cérebro entender que as minhas pernas cansaram'