Processo por difamação do ex-empresário de Avicii contra o espólio do DJ é arquivado

Arash Pournouri, que já foi empresário do falecido DJ, cujo nome verdadeiro era Tim Bergling, alegava que um documentário e dois livros lançados postumamente foram uma tentativa de 'assassinato de reputação'.

10 mar 2026 - 09h18

O Tribunal Distrital da Suécia decidiu arquivar, em segunda, 4 de março, uma ação movida por Arash "Ash" Pournouri, ex-empresário de Avicii, contra o espólio do falecido DJ e familiares sobreviventes.

Foto: Ben Gabbe/WireImage / Rolling Stone Brasil

Pournouri alegava que um documentário da Netflix, lançado dois anos antes da morte do DJ, em 2018, cujo nome verdadeiro era Tim Bergling, e dois livros publicados após sua morte o difamaram, violando um acordo de 2016 que, supostamente, impedia Bergling de falar sobre a parceria entre os dois.

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Thomas Olsson, advogado que representa o espólio, a família e as empresas de Bergling, disse ao jornal sueco Aftonbladet, segundo a Sweden Herald, que o tribunal chegou à decisão porque a petição de Pournouri não atendia aos requisitos para esse tipo de ação.

Olsson chamou a decisão de arquivar o caso de 'não totalmente inesperada', em um comunicado. "Era bastante óbvio que se tratava de uma ação completamente infundada, e é apenas lamentável que Arash Pournouri esteja tentando espremer as últimas gotas de atenção que podem ser obtidas com este caso", disse o advogado. "Só se pode esperar que isso seja uma mensagem clara para que ele deixe esse assunto para trás."

Em um comunicado, Pournouri disse à Rolling Stone que considera incorreta a caracterização de Olsson sobre o arquivamento. "A ação foi arquivada por questões processuais, o que significa que o tribunal nunca julgou o mérito do nosso caso, ao contrário do que o advogado deles insinua de forma errada e intencional", afirmou. "O assunto está sendo levado à Corte de Apelações de Svea e segue em andamento."

Segundo a Sweden Herald, a ação de Pournouri dizia que ele se opunha a retratos de si mesmo que, na avaliação dele, faziam parecer que ele teria sido responsável pela doença mental de Bergling e pela morte por suicídio. O processo sustentava que a forma como ele foi retratado no filme Avicii: True Stories (2016) e nos livros Tim: The Official Biography of Avicii (2021) e Avicii: The Life and Music of Tim Bergling (2024) era "imprecisa" e "equivale a um assassinato de reputação".

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Klas Bergling, pai do falecido DJ, disse apreciar o fato de a juíza ter encerrado o assunto. "Só quero dizer o quanto é triste ver o nome de Tim sendo usado nesse contexto", afirmou em um comunicado. "Esse processo levantou emoções muito fortes e muito desconforto para mim e para a mãe do Tim, Anki. Ao mesmo tempo, não conseguimos entender Arash. Já dissemos várias vezes desde 2018, inclusive publicamente: Nem eu nem a mãe do Tim jamais culpamos Arash pelo suicídio do Tim." Klas observou que recusaria comentar mais sobre o assunto.

"Eu deliberadamente escolhi uma ação declaratória sem qualquer pedido de indenização, especificamente para evitar impor à outra parte um processo mais pesado do que o necessário", disse Pournouri. "Se o sistema agora me obriga a apresentar uma ação completa, com todas as consequências financeiras e de propriedade intelectual envolvidas, isso será resultado das exigências do sistema, e não da minha preferência ou escolha. Eu continuo comprometido em ver os fatos estabelecidos por meio do devido processo legal."

Pournouri, que recentemente deixou o corpo de jurados de Idol (a versão sueca de American Idol (2002)) após quase dois anos, comanda a Unltd, uma 'construtora de marcas, incubadora e aceleradora', que destaca com orgulho sua associação com Avicii em seu site.

Rolling Stone Brasil
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