Carla Marins relata diagnóstico sensível e médica faz alerta: 'Estresse crônico'

Queda hormonal pode afetar memória, sono e regulação emocional, mas sintomas podem ser amenizados com acompanhamento adequado

7 mar 2026 - 16h06

Um estudo recente divulgado pelo G1 trouxe novos dados sobre os efeitos da menopausa no cérebro feminino, apontando alterações em áreas ligadas à memória, à cognição e à saúde mental. O tema também tem sido discutido publicamente por mulheres que vivem essa fase da vida, como a atriz Carla Marins, que falou abertamente sobre o processo de amadurecimento e as transformações trazidas pela menopausa.

Foto: Mais Novela

De acordo com a ginecologista Beatriz Tupinambá, especialista em climatério e menopausa, a queda dos hormônios femininos tem papel central nessas mudanças cerebrais. "O estrogênio, especialmente o estradiol, tem uma ação neuroprotetora muito importante. Ele participa do metabolismo cerebral, regula as sinapses, a plasticidade cerebral e circuitos ligados à memória e à regulação emocional", explica.

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Segundo a médica, regiões como o hipocampo e o córtex cingulado — áreas associadas à memória e às emoções — estão entre as mais impactadas pelas alterações hormonais. Estudos já observaram inclusive redução de substância cinzenta nesses locais durante a transição menopausal.

Apesar da forte influência hormonal, Tupinambá ressalta que o processo não pode ser explicado apenas por esse fator. "A menopausa é uma síndrome neuroendócrina complexa. Existem mais de 30 sintomas associados, que também influenciam o funcionamento cerebral", afirma.

Entre esses fatores estão alterações metabólicas, resistência à insulina, aumento do estresse, ondas de calor e distúrbios do sono — condições que podem potencializar os efeitos da menopausa no cérebro.

"O sono fragmentado e o estresse crônico aumentam a carga inflamatória do organismo e isso impacta diretamente na memória, na concentração e na regulação emocional", explica a especialista.

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Segundo ela, muitas mulheres relatam dificuldade de foco, lapsos de memória e maior instabilidade emocional durante essa fase. Em muitos casos, esses sintomas estão diretamente ligados à qualidade do sono.

"Pessoas que não dormem bem apresentam memória e foco piores e ficam mais desreguladas emocionalmente. Muitas vezes, quando conseguimos tratar a insônia e reduzir as ondas de calor, o cérebro volta a se regularizar", afirma.

Por isso, a especialista destaca a importância do acompanhamento médico durante o climatério. Com diagnóstico adequado e tratamento individualizado, é possível reduzir sintomas e preservar a qualidade de vida das mulheres nessa fase de transição hormonal.

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