Sempre fui uma pessoa que gosta de ler, mas, como acontece com tudo na vida, já passei por fases em que lia mais e outras em que lia menos.
No ano passado, por causa do excesso de trabalho — que me deixava sem energia e com a cabeça completamente exausta —, a leitura acabou ficando em segundo plano.
E não era por falta de opções, mas porque eu me distraía com qualquer coisa. Passei de ler pelo menos um livro por mês a demorar três meses para terminar um único livro.
Enquanto isso, o TikTok vivia me mostrando criadoras de conteúdo que faziam um reading journal. Eram cadernos lindos, cheios de cor, preenchidos com muito capricho e entusiasmo.
Esses diários servem para registrar as leituras feitas, e pensei que poderiam ser uma forma divertida de me motivar a voltar a ler mais. Eu estava certa. Mas essa não foi a única razão para criar o meu.
Em busca de uma forma de recuperar minha atenção
Além de querer voltar a ler com mais frequência, comecei esse projeto porque percebi que minha capacidade de concentração estava diminuindo cada vez mais. Eu esquecia até o que tinha feito no dia anterior. Estava vivendo o chamado brain rot e me assustava pensar que isso pudesse piorar.
O momento decisivo para finalmente começar o diário de leitura aconteceu quando peguei um livro para ler e, faltando cerca de 100 páginas para terminá-lo, percebi que já o havia lido. Dois anos antes. Eu simplesmente não me lembrava.
Em que momento consumir livros, séries e filmes deixou de ser algo que me preenchia ...
Matérias relacionadas