Warner Music cresce 10% e se aproxima de US$ 2 bilhões

Gigante da música revela números surpreendentes impulsionados por assinaturas digitais, mesmo com mudanças na liderança

4 ago 2026 - 17h55
Warner Music cresce 10% e se aproxima de US$ 2 bilhões
Warner Music cresce 10% e se aproxima de US$ 2 bilhões
Foto: The Music Journal

O cenário da indústria musical digital acaba de ser chacoalhado por um anúncio da Warner Music Group (WMG), que revelou um crescimento espetacular em sua receita trimestral, superando as expectativas do mercado.

A gigante do entretenimento reportou um aumento de 10%, atingindo a impressionante marca de quase US$ 1,9 bilhão. Por trás desses números robustos, a força motriz é clara: o streaming por assinatura, que continua a redefinir o consumo de música globalmente.

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Os dados, que vieram à tona antecipadamente em uma segunda-feira movimentada, destacam a resiliência e a capacidade de adaptação da WMG em um setor em constante transformação. A divulgação antecipada dos resultados do trimestre encerrado em 30 de junho de 2026 ocorreu em meio a uma reestruturação interna significativa, com a saída repentina do diretor financeiro e de operações, Armin Zerza.

Para preencher a lacuna, Louis Dickler assumiu como CFO interino, e Tom Corson, co-presidente e COO da Warner Records, foi alçado à posição de COO. E

ssa movimentação de liderança, no entanto, não ofuscou o brilho dos resultados financeiros, que apontam para uma estratégia bem-sucedida em meio às turbulências.

O Ritmo Acelerado do Digital

A performance da WMG no setor de música gravada registrou um incremento de 10%, elevando a receita para aproximadamente US$ 1,5 bilhão. No segmento de publicação musical, a ascensão foi ainda mais notável, com um salto de 12%, alcançando US$ 377 milhões, comparado ao mesmo período do ano anterior. É crucial notar que esses valores, embora preliminares e não auditados, são um testemunho do poder de atração das plataformas digitais.

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O digital, em particular, provou ser o grande catalisador. A receita digital da WMG cresceu 11%, chegando a cerca de US$ 1,25 bilhão. Dentro desse universo, o streaming de música gravada avançou 12%, ultrapassando a marca de US$ 1 bilhão. Esse crescimento foi impulsionado por um aumento de 12% na receita de streaming por assinatura.

No setor de publicação musical, a receita digital disparou 15%, atingindo cerca de US$ 235 milhões, evidenciando a monetização eficaz do catálogo de compositores e obras.

Lucros Crescentes e Perspectivas Otimistas

A eficiência operacional da WMG também se refletiu em seus lucros. Já o lucro operacional ajustado antes da depreciação e amortização (OIBDA) expandiu 16%, chegando a US$ 433 milhões.

A empresa atribui esse desempenho notável ao "forte desempenho operacional do trimestre… e às economias resultantes dos planos de reestruturação". Esses dados não apenas validam as estratégias de corte de custos, mas também sinalizam uma gestão financeira astuta.

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O fluxo de caixa das atividades operacionais da WMG, um indicador-chave da saúde financeira de uma empresa, disparou 209%, totalizando aproximadamente US$ 142 milhões no trimestre, um salto significativo em relação aos US$ 46 milhões do segundo trimestre de 2025. Esse aumento robusto demonstra a capacidade da empresa de gerar dinheiro a partir de suas operações principais.

Além disso, a companhia espera que a margem OIBDA ajustada se expanda no limite superior de sua meta de 150-200 pontos-base para o ano fiscal que se encerra em 30 de setembro.

A notícia impulsionou o valor das ações da empresa, que subiam 0,67%, para US$ 26,14, na manhã da segunda-feira em Nova York, mostrando a confiança do mercado nos rumos da Warner Music Group.

A divulgação completa dos resultados financeiros está agendada para 5 de agosto, prometendo mais detalhes sobre a trajetória ascendente da empresa na era do streaming.

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