Após novo disco, Anitta rebate comparações e explica por quê

Lançamento de 'EQUILIBRIVM II' acende debate sobre a recepção crítica da música e a busca por originalidade

30 jul 2026 - 15h25
Após novo disco, Anitta rebate comparações e explica por quê
Após novo disco, Anitta rebate comparações e explica por quê
Foto: The Music Journal

O universo pop vive em constante ebulição, mas um recente comentário de Anitta ressoa como um clarim em meio ao burburinho. Após a chegada de seu novo álbum, EQUILIBRIVM II, a artista carioca não hesitou em vocalizar sua frustração com a insistência do público e da crítica em traçar paralelos entre obras e artistas.

Uma prática, segundo ela, que empobrece a experiência e impede uma imersão genuína na arte.

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A discussão levantada por Anitta ganha contornos de um manifesto cultural. Em um cenário onde a velocidade do consumo dita o ritmo, a tentação de categorizar o novo a partir do conhecido é quase irresistível. Contudo, a cantora defende que essa ânsia por comparações reduz a complexidade de cada criação, transformando a arte em um mero exercício de referências, ao invés de uma jornada de descoberta.

Para Anitta, tal comportamento revela uma "pobreza de espírito, pobre de percepção", indicando uma falha em aprofundar-se verdadeiramente na essência de cada proposta musical.

O Labirinto da Originalidade

Com 17 faixas, EQUILIBRIVM II mergulha em temas como autoconhecimento, amor e espiritualidade, ecos de dilemas contemporâneos que também ressoam em trabalhos de outras artistas brasileiras como Marina Sena e IZA.

As novas estéticas visuais apresentadas por Anitta, inclusive, geraram comparações nas redes sociais com a estética de Coisas Naturais, evidenciando o ponto central da sua crítica. Ela reconhece a necessidade humana de associar o novo ao familiar, mas desafia essa lógica.

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As pessoas têm uma necessidade muito grande de comparar as coisas para saber associar. Mas isso aqui é algo novo. Pense como algo novo, não precisa ter uma comparação

". A analogia que utiliza é simples, mas poderosa:

'. Não sei, come aí e vê se você gosta ou não gosta. Precisa ser tipo alguma coisa? Não precisa.

O cérebro da gente não precisa estar sempre buscando alguma coisa para ser tipo outra

A Persistência do Comparar

Para Anitta, essa dinâmica de comparação não é novidade em sua trajetória. É um padrão que a acompanha desde o início de sua carreira, e que ela mesma demorou a decifrar. A dificuldade reside em sua própria percepção:

Fico com essa dificuldade, porque eu não tenho esse pensamento. Pra mim, eu vejo as coisas que eu vejo como algo novo, não preciso estar associando a outra coisa

A crítica de Anitta transcende a mera reclamação de artista; é um convite à reflexão sobre como consumimos cultura e como permitimos que predefinições limitem nossa capacidade de apreciar o novo.

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