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Slipmami analisa revolução das mulheres no rap e revela paixão por games: 'Hoje eu consigo'

Cantora falou à Rolling Stone Brasil sobre a ascensão de novas vozes femininas no rap, representatividade e seu lado gamer

11 set 2026 - 16h28
Resumo
A cantora Slipmami analisou a evolução do rap nacional, destacando a importância da crescente presença de mulheres negras na cena como forma de representatividade e quebra de estereótipos. Ao relembrar sua trajetória desde a adolescência, a artista celebrou sua geração e reforçou o valor da arte periférica. Fora da música, ela revelou sua paixão por jogos eletrônicos, especialmente os de terror como Alice: Madness Returns, realizando um antigo desejo de infância por meio de seu próprio PC gamer.

A trajetória de Slipmami acompanha uma transformação importante no rap brasileiro. Na redação da Rolling Stone Brasil, em Copacabana, a cantora relembrou diferentes momentos da cena que acompanhou desde a adolescência e destacou o crescimento da presença de mulheres negras no gênero.

Slipmami
Slipmami
Foto: Reprodução/Instagram / Rolling Stone Brasil

Quando tinha cerca de 12 ou 13 anos, Slipmami acompanhou a ascensão de nomes como ConeCrewDiretoria, Haikaiss e Costa Gold. Segundo ela, embora já existissem referências fundamentais como os Racionais MC's, os grupos que estavam em evidência naquele momento também dialogavam diretamente com o público adolescente.

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"Quando eu era adolescente, eu vi a ascensão da ConeCrew, ali com meus 12, 13 anos. E aí teve Haikaiss, teve Costa Gold, que eram, inclusive, os grupos majoritariamente compostos por pessoas brancas, né? Meio louco isso. Já tinham Racionais, óbvio, mas foi o que eu cresci vendo, era um grupo mais teen, pegava ali pessoas da minha idade", contou.

Nova geração do rap

A cantora também acompanhou a chegada de uma nova geração, citando nomes como Baco Exu do Blues e o impacto do álbum Esú, lançado em 2017. Foi nesse período de efervescência do rap nacional que ela passou a consumir ainda mais o gênero, antes de começar a produzir as próprias músicas, em 2018.

Foi também por volta dessa época que Slipmami e Ebony começaram a lançar músicas, acompanhando uma nova leva de mulheres que ganhava espaço na cena. A artista cita ainda Tasha & Tracie, que começou a lançar trabalhos em 2019, como parte desse movimento.

"E aí foi vindo uma leva muito forte, foi muito bacana, cara, ver isso. Porque é muito importante para meninas negras verem outras meninas negras estando na mídia", afirmou.

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Para Slipmami, a presença dessas artistas não representa apenas uma mudança na música, mas também uma possibilidade de identificação para outras meninas negras que acompanham essa ascensão.

"Cada ano que passou, cada ano que vai passar, ainda vamos ascender ainda mais. É... Ver essa escalada é realmente muito maneiro, mas eu acho que é coerente com a época, sabe? Eu acho também que a arte que nasce da periferia, ela nasce de um lugar muito autêntico e com fome."

A própria cantora se reconhece nessa ideia de "fome" e enxerga sua trajetória como uma oportunidade de mostrar outras possibilidades de representação.

"Eu venho com muita fome. Até porque eu quero também influenciar as meninas negras, para elas acharem que elas podem. E também viver na sua singularidade. Mostrar para elas que elas não precisam ser só uma coisa, só um modelo de negritude", explicou.

Slipmami, gamer

Fora dos palcos e dos estúdios, Slipmami também encontra espaço para outra paixão: os videogames. A cantora contou à Rolling Stone Brasil que, durante a adolescência, não tinha dinheiro para comprar um console ou um computador gamer. Hoje, com um PC próprio, consegue dedicar parte do tempo livre aos jogos.

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"Quando eu era adolescente eu não tinha dinheiro para comprar videogame e nem computador gamer. Hoje eu tenho, hoje eu consigo", contou.

O hábito se tornou uma forma de lazer para a artista, que revela preferência por jogos de terror. Atualmente, ela está jogando Alice: Madness Returns, título lançado em 2011 que revisita o universo de Alice no País das Maravilhas por meio de uma estética sombria.

"Eu gosto muito de jogos de terror. São os meus preferidos. Atualmente eu estou jogando o Alice Madness Returns. [...] É um jogo do Alice no País das Maravilhas. Só que ele é muito estético. Meio gótico, assim. Ela é nitidamente sombria, sabe? E é lindo, é lindo. O cenário é lindo."

Mesmo sendo um jogo lançado há mais de uma década, a cantora continua encantada pelo visual do título. Para ela, entrar nesse universo também representa uma forma de explorar um interesse que não pôde vivenciar da mesma maneira quando era mais nova.

"Ultimamente é assim que eu tenho feito para me sentir incluída nesse mundo nerd", concluiu.

Rolling Stone Brasil
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