A empresária Sharon Osbourne, viúva de Ozzy Osbourne, se envolveu em uma nova polêmica após declarar apoio a uma manifestação organizada por conservadores no Reino Unido.
A controvérsia começou nas redes sociais quando Sharon respondeu a uma publicação de Tommy Robinson — nome pelo qual é conhecido Stephen Christopher Yaxley-Lennon, um ativista considerado de extrema direita e figura central do movimento anti-imigração na Europa.
Robinson promovia a marcha "Unite the Kingdom" (algo como "Unir o Reino", em português), agendada para o próximo mês em Londres, quando Sharon comentou: "Vejo vocês na marcha" (via Metal Hammer).
Reação ao posicionamento de Sharon Osbourne
A reação ao posicionamento de Sharon foi imediada. A Centrepoint, uma das principais organizações de caridade do Reino Unido dedicada a jovens sem-abrigo, anunciou que cortou relações com a empresária.
Até então, ela atuava como embaixadora da instituição, mas foi prontamente descartada após seu apoio público ao evento idealizado por Tommy Robinson.
Em comunicado ao jornal The Guardian, um porta-voz da Centrepoint afirmou:
"Este tipo de evento não se alinha com os nossos valores. A Centrepoint tem uma história orgulhosa de apoiar jovens independentemente da sua origem, etnia ou religião."
A organização reforçou que, para que os jovens prosperem, a sociedade deve permitir que vivam sem medo e tenham acesso a oportunidades. Embora tenham agradecido o apoio passado de Sharon em campanhas específicas, a Centrepoint deixou claro:
"Ela não é uma embaixadora oficial contínua da Centrepoint e não temos planos de trabalhar juntos no futuro."
Até o momento, Sharon Osbourne não emitiu novos comentários sobre o rompimento com a Centrepoint ou sobre as críticas recebidas pela sua interação com o movimento.
Unite the Kingdom
O evento Unite the Kingdom é visto com preocupação pelas autoridades britânicas. Uma edição anterior do comício, realizada em 2025, reuniu mais de 100 mil pessoas e contou com discursos de figuras como o próprio Robinson e o empresário Elon Musk. Na ocasião, o protesto terminou em violência, com 25 prisões e 26 policiais feridos.