Selena Gomez pediu a anulação de sua inclusão em um processo por fraude movido por investidores da Wondermind, startup de saúde mental que faliu após captar US$ 1,2 milhão. A ação acusa a artista, sua mãe e uma ex-sócia de quebra de contrato e falsas promessas. A defesa de Gomez alega que as acusações são infundadas, destacando que ela atuava apenas como investidora minoritária e consultora, sem envolvimento na gestão ou nas negociações financeiras da empresa.
Selena Gomez rebate acusações de que teria fraudado os investidores da sua startup de saúde mental, a Wondermind.
Há duas semanas, Gomez, sua mãe Mandy Teefey e a ex-sócia Daniella Pierson, foram processadas por investidores que alegam ter injetado quase US$ 1,2 milhão (aproximadamente R$ 6,2 milhões, na cotação atual do dólar) na Wondermind, startup de saúde mental lançada em 2021. Os investidores afirmam terem recebido "falsas promessas" sobre a infraestrutura, a liderança e os recursos da empresa, que acabou falindo. O trio fundador da startup foi processado por fraude de valores mobiliários, fraude de direito comum e quebra de contrato.
Nesta quarta, 26, os advogados de Gomez entraram com um pedido para que a artista fosse excluída do processo, alegando que ela jamais deveria ter sido envolvida no caso. Em comunicado à Rolling Stone, Mathew S. Rosengart, advogado de Gomez, afirmou que as acusações contra ela são "completamente sem fundamento, para não dizer frívolas".
Rosengart prosseguiu: "A ideia de que Selena tenha cometido 'fraude' ou qualquer outra irregularidade é absurda — e, além de apresentarmos nossa moção, estamos explorando outras vias de reparação para a Sra. Gomez, incluindo sanções contra os autores da ação por tê-la incluído indevidamente."
Na petição obtida pela Rolling Stone, os advogados da cantora afirmam que as alegações "vagas, generalizadas e contraditórias dos autores da ação a respeito de Selena Gomez demonstram que a Sra. Gomez não poderia ter cometido qualquer 'fraude' (ela não cometeu), não é responsável perante os autores (ela não é) e, por lei, deve ser excluída deste processo".
O documento afirma ainda que, de acordo com o próprio processo, Gomez "não se comunicou com os demandantes, não esteve envolvido nas ofertas de valores mobiliários da Wondermind, Inc e não estava em posição de controlar os atos e comunicações da Empresa".
No processo, os investidores alegaram que foram levados a acreditar que um aplicativo revolucionário da Wondermind seria criado, que acordos publicitários seriam fechados e que matérias de capa com celebridades já estavam em andamento. Em vez disso, a queixa afirmava que "durante três anos, enquanto a empresa silenciosamente desmoronava ao seu redor, nenhum de seus fundadores, executivos ou diretores disse uma palavra aos investidores cujo dinheiro estava financiando o colapso".
Na petição para arquivamento do processo, a equipe jurídica de Gomez afirma que, embora a estrela "tenha concordado em apoiar sua mãe, Mandy Teefey" e investido e detenha uma participação minoritária na Wondermind, Gomez "nunca concordou em administrar a empresa e não a administrou".
"A administração era de responsabilidade da mãe da Sra. Gomez, Mandy Teefey, e da Sra. Pierson, que dirigiam a empresa como co-CEOs e membros do conselho. A empresa, por sua vez, contratou a Sra. Gomez como consultora e lhe conferiu o título de Diretora de Impacto (CIO)", afirma o documento.