A Pro-Música Brasil integrou a Coalizão pela Integridade Digital, iniciativa liderada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para combater o fake streaming e manipulações no ambiente online. A prática de inflar números artificialmente desvia receitas de artistas legítimos e distorce o mercado. O movimento, composto por diversas entidades públicas e privadas, foca na prevenção, transparência e ações educativas para promover um ecossistema digital mais justo, ético e seguro.
A Pro-Música Brasil, entidade que representa as principais gravadoras e produtoras fonográficas do país, passou a integrar a Coalizão pela Integridade Digital, iniciativa liderada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). O movimento busca reunir instituições públicas, empresas e organizações da sociedade civil em torno de um objetivo comum: promover um ambiente digital mais seguro e transparente, combatendo práticas como perfis falsos, compra de engajamento, redes coordenadas de manipulação e o streaming falso (o uso de reproduções artificiais para inflar números em plataformas de música).
Para a indústria fonográfica, o streaming falso é uma ameaça concreta e crescente. Quando reproduções artificiais elevam os números de um artista, o efeito vai além da distorção dos indicadores de consumo, e a receita que deveria chegar a quem tem audiência legítima é desviada para quem manipula o sistema. A adesão da Pro-Música Brasil à coalizão reforça uma agenda que a entidade já vinha desenvolvendo internamente, mas que agora ganha uma dimensão institucional mais ampla, com o respaldo do Ministério Público e de parceiros de diferentes setores.
A Coalizão pela Integridade Digital não se limita à repressão de irregularidades. Seus eixos de atuação incluem prevenção de danos, ações educativas, produção de conhecimento e incentivo à transparência. Fraudes digitais são uma responsabilidade compartilhada entre poder público, setor privado, academia e sociedade civil. "A tecnologia deve servir à sociedade. A inovação deve caminhar ao lado da responsabilidade", afirma a carta de apresentação da iniciativa.
Além do MP-SP e da Pro-Música Brasil, integram a coalizão o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), o Instituto Ethos, a APDIF do Brasil, a ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), o CREMESP, o Instituto Alana, o CFO, a ASBRAN e a Ápice. A diversidade de signatários — da medicina à nutrição, passando pela publicidade e pelo entretenimento — reforça a ideia central do movimento: desafios digitais exigem respostas construídas de forma colaborativa, e não setorial.